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Vacina Novavax é eficaz contra novas variantes do coronavírus, diz estudo

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Diante do cenário atual da pandemia, a tendência é que cada vez mais imunizantes contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) completem a terceira e última fase dos estudos clínicos, antes da liberação de uso. Na quinta-feira (28), o imunizante desenvolvido pela empresa norte-americana de biotecnologia, a Novavax, anunciou uma eficácia média de 89,3% contra a COVID-19. Inclusive, a fórmula gerou imunidade contra a variante do Reino Unido.

Administrada em duas doses, a vacina da Novavax obteve a taxa média de eficácia de 89,3% em um estudo de Fase 3, realizado no Reino Unido. Na pesquisa, a fórmula obteve 95,6% de eficácia contra a cepa original do coronavírus, enquanto isso, foi 85,6% eficaz contra a variante identificada pela primeira vez no Reino Unido. Segundo a empresa, metade dos casos da COVID-19 identificados, durante o estudo, foram causados ​​por esta variante britânica, que já predomina no país.

Vale explicar que a taxa de eficácia representa, de forma ideal, a capacidade de uma vacina impedir uma infecção, como a do coronavírus. Quando a taxa é de 89,3%, significa que uma pessoa vacinada tem 89,3% menos chances de desenvolver esse quadro da COVID-19, quando comparada com aquelas que não se vacinaram.

Em estudos clínicos, vacina da Novavax demonstrou eficácia contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Thirdman/ Pexels)
Em estudos clínicos, vacina da Novavax demonstrou eficácia contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Thirdman/ Pexels)

Para chegar a esta conclusão, o estudo envolveu mais de 15 mil voluntários com idades entre 18 e 84 anos, sendo que 27% deles tinham 65 anos ou mais. Em outras palavras, mais de um quarto da pesquisa envolveu idosos, ou seja, um dos principais grupos de risco para a infecção. Além dessa pesquisa, ainda estão em andamento mais estudos nos Estados Unidos, no México e na Austrália.

Variante da África do Sul

Em outro estudo de Fase 2, a vacina também protegeu contra a variante do coronavírus descoberta na África do Sul. Na corrida pelos imunizantes contra a COVID-19, o imunizante da Novavax foi o primeiro a demonstrar eficácia contra as novas variantes desse agente infeccioso, ainda na fase de testes. No entanto, a eficácia contra variante sul-africana foi menor, quando comparada a outras cepas, registrando 60% de eficácia.

Para essa pesquisa na África do Sul, a empresa envolveu mais 4,4 mil voluntários, sendo que 15 casos da COVID-19 foram identificados em pessoas que receberam a vacina e 29 no grupo placebo. Entre as variantes, 92% dos casos foram causados ​​pela cepa identificada pela primeira vez na África do Sul.

Além da atual fórmula, a Novavax também planeja desenvolver uma vacina com maior eficácia contra essa cepa, o que funcionaria como um reforço contra eventuais mutações do coronavírus e poderia ser replicado para outras variações.

Como funciona a vacina da Novavax?

Oficialmente chamada de NVX-CoV2373, a vacina da Novavax adota uma proteína espicular — proteína em formato de coroa, presente na membrana do coronavírus — purificada. Diferentemente das vacinas com mRNA (RNA mensageiro), que estimulam as células humanas a produzirem esta proteína, a nova fórmula já entrega a proteína pronta para o organismo. Dessa forma, ativa a resposta imune e o corpo produz anticorpos contra o vírus da COVID-19.

Uma vantagem desta fórmula é que ela pode ser facilmente armazenada, já que deve ser mantida em temperaturas de refrigeradores comuns, de 2 ºC a 8 ºC, o que facilita a distribuição e deve aumentar sua taxa de efetividade.

Fonte: Canaltech

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