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Vacina indiana: Servidor que acusa Bolsonaro de ignorar denúncias depõe amanhã na CPI

·3 minuto de leitura

A comissão da CPI da Covid aprovou ontem convite para o servidor concursado Luís Ricardo Miranda, que trabalha na área de importação do Ministério da Saúde, e seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), prestarem depoimento amanhã.Após se recusar a assinar um recibo que previa um pagamento antecipado pela importação da vacina indiana Covaxin, Luis Ricardo diz ter se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro no dia 20 de março para denunciar as suspeitas sobre a importação do imunizante. Segundo ele, o presidente teria se comprometido a encaminhar o caso para a Polícia Federal. O contato entre Luis Ricardo e Bolsonaro foi feito por meio do irmão do servidor, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Ambos estiveram no Palácio da Alvorada num encontro registrado com fotos e mensagens que serão apresentadas por eles à CPI da Covid amanhã.

Chefe do setor responsável por compras internacionais do ministério, Luis Ricardo diz ter denunciado ao presidente as suspeitas e apresentado material que comprovaria que, em documento recebido pelo servidor, houve pedido de pagamento fora do contrato para importar três lotes com data próxima do vencimento.

— Conversamos com ele, mostramos todas as documentações, as pressões, e ele ficou de, após a reunião, falar com o chefe da Polícia Federal para investigar — disse o servidor.

Caso esse recibo tivesse sido assinado, segundo Luis Ricardo, a empresa poderia cobrar um pagamento adiantado, o que a área técnica considerava indevido, de R$ 222,6 milhões. O contrato para a compra da Covaxin com o Ministério da Saúde não prevê pagamento antecipado. O recibo previa ainda só 300 mil doses, menos que as 4 milhões previstas para o primeiro embarque no contrato. O servidor relatou também uma “pressão anormal” para agilizar o envio da documentação à Anvisa, mesmo estando incompleta, e pedir a importação. A agência negou o pedido, já que a farmacêutica não tinha cumprido os requisitos para o certificado de boas práticas.

O Ministério Público Federal identificou indícios de crime na compra das 20 milhões de doses da Covaxin. A dose é a mais cara entre todas as contratadas, e o processo de aquisição foi o mais célere, apesar de “dúvidas” em relação a eficácia, segurança e preço. O caso, que corria na esfera cível, foi remetido ao núcleo de combate à corrupção do MPF.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo pedirá para a Polícia Federal (PF) , a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigarem o servidor. Onyx afirmou que Bolsonaro determinou a abertura de um inquérito para investigar “as atividades” do servidor e doseu irmão, o deputado federal Luis Miranda. Onyx também disse que o governo pedirà à CGU a realização de um procedimento administrativo disciplinar para investigar o servidor.

— Existem indícios de adulteração do documento — alegou o ministro.

Além disso, o ministro disse que será feito pedido para que o servidor e seu irmão sejam investigados por denunciação caluniosa e fraude processual, e que o servidor seja investigado por prevaricação. O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou em entrevista à GloboNews que a comissão “não aceitará ser coagida” por Lorenzoni e que pode pedir sua prisão.

Em entrevista ao CBN Brasil, o deputado miranda diz que ele e seu irmão irão à CPI da Covid para dar mais detalhes das denúncias. Ele afirma que, duas vezes, procurou Bolsonaro para apresentar dossiês sobre os possíveis crimes e que não recebeu retorno do gabinete do presidente. O deputado diz se sentir ameaçado por ter feito as revelações: “Meu irmão sabe de muito mais e tem interesse em expor tudo, até para preservar a própria vida”.

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