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Vacina: governador do Rio diz que Pazuello só definirá entrega na terça-feira

André Coelho
·3 minuto de leitura

Inicialmente previstas para serem entregues neste domingo, com início da imunização na quarta-feira, as vacinas contra a Covid-19 não têm mais previsão de chegada, e o Ministério da Saúde só deve ter uma posição sobre a distribuição dos imunizantes na próxima terça-feira. A informação foi divulgada pelo governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, que conversou com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello na noite da última sexta-feira.

Segundo Castro, o problema na exportação das vacinas pela Índia e na saída do voo que buscaria o imunizante produzido pela farmacêutica AstraZeneca teria sido o motivo do atraso:

— Ontem a noite eu falei com o ministro Pazuello sobre essa questão da vacina, e ele falou que até terça feira ele já tem uma posição oficial de quando chega. Tem essa questão do avião sair da Índia para chegar aqui, o lote também do Butantan para chegar. Ele falou que na segunda, no máximo na terça-feira, tem essa posição de quando chega e qual a quantidade de cada estado — disse Castro.

O governador participou na manhã deste sábado do início da distribuição de seringas compradas pelo estado para serem usadas nos municípios. Ao todo, 27 cidades, entre elas a capital, vão receber seringas e agulhas já neste sábado, num total de 3.4 milhões de unidades. Segundo o governo, até a terça-feira (19) todos os 92 municípios vão receber um total de 5,5 milhões de seringas compradas pelo estado.

Castro afirmou que o estado estará totalmente preparado para iniciar a vacinação assim que as primeiras doses de imunizantes forem entregues pelo Governo Federal. Ele disse que todos os helicópteros do estado estão de prontidão para fazer o transporte.

— Em no máximo 12 horas depois de recebermos as doses elas estarão distribuídas aos municípios — garantiu.

O governador voltou a afirmar que nenhum município será priorizado, e que todos receberão doses ao mesmo tempo de forma proporcional à população que é prioritária na primeira fase de vacinação. Castro, disse, no entanto, que a secretaria de saúde tem planos de contingência caso as doses entregues sejam em número insuficiente.

— A secretaria de saúde tem um plano de contingência. Ele é 100% técnico, então a gente não divulga até para não parecer que está beneficiando município A ou município B — explicou.

Diante das cenas de desespero na cidade de Manaus, que vive uma falta de oxigênio para uso em respiradores, Castro disse que ofereceu apoio com insumos e vagas em hospitais para o governador do Amazonas, e descartou risco de falta do insumo no Rio:

— Risco no Rio não tem, até porque temos levantado que o Rio tem fabricação própria, e isso faz com que o risco seja mínimo, quase zero.

Questionado sobre a possibilidade de adotar medidas restritivas no estado, que já registra 10 dias seguidos de aumento na média móvel de mortes, Castro descartou a possibilidade, e disse que o estado vai continuar trabalhando para melhorar o atendimento hospitalar:

— Nosso papel é de abrir leitos, é de dar o suporte. Essa decisão de fechar ou não, ela é essencialmente municipal.

O plano inicial do Governo do Estado prevê a vacinação de 5.4 milhões de pessoas na primeira fase de imunização. Segundo a secretaria de saúde, na primeira etapa seriam vacinados trabalhadores da saúde, a população idosa a partir de 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena, totalizando pouco mais de 1,3 milhão de pessoas.

A segunda etapa teria a imunização de pessoas entre 60 e 74 anos, seguidas das pessoas com comorbidades, na terceira etapa. A quarta etapa abrangeria professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.