Mercado abrirá em 9 h 3 min
  • BOVESPA

    95.368,76
    -4.236,78 (-4,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    37.393,71
    -607,60 (-1,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    37,46
    +0,07 (+0,19%)
     
  • OURO

    1.878,40
    -0,80 (-0,04%)
     
  • BTC-USD

    13.238,93
    +21,65 (+0,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    261,99
    -10,70 (-3,92%)
     
  • S&P500

    3.271,03
    -119,65 (-3,53%)
     
  • DOW JONES

    26.519,95
    -943,24 (-3,43%)
     
  • FTSE

    5.582,80
    -146,19 (-2,55%)
     
  • HANG SENG

    24.434,16
    -274,64 (-1,11%)
     
  • NIKKEI

    23.261,98
    -156,53 (-0,67%)
     
  • NASDAQ

    11.231,75
    +99,00 (+0,89%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7379
    +0,0035 (+0,05%)
     

Vacina falsa de Oxford é comercializada no RJ; Anvisa denuncia caso para polícia

Fidel Forato
·3 minutos de leitura

Para se proteger contra a COVID-19, todo o cuidado é pouco, principalmente com as fake news que circulam sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2) nas redes sociais. Agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta sobre a comercialização de uma suposta vacina na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, como se fosse o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

"Anvisa recebeu a denúncia sobre a suposta comercialização irregular da vacina contra a COVID-19 por meio de seus canais oficiais, indicando que estaria sendo disponibilizada por uma empresa localizada em Niterói/RJ a vacina de Oxford contra a COVID-19", informou a agência reguladora em nota. No entanto, se trata de uma fórmula falsificada e potencialmente perigosa, já que a vacina de Oxford ainda está em desenvolvimento.

Anvisa recebe notificação de venda ilegal e de vacina fake contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Gustavo Fring/ Pexels)
Anvisa recebe notificação de venda ilegal e de vacina fake contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Gustavo Fring/ Pexels)

"A denúncia foi apresentada no último dia 25 de setembro e no mesmo dia houve avaliação e encaminhamento formal para a Direção Geral da Polícia Federal", comentou a Anvisa. Diante desse cenário, vale ressaltar não há nenhuma vacina autorizada para comercialização no Brasil contra o coronavírus. Mesmo fora do país, as mais avançadas vacinas estão na terceira e última fase de testes, antes da aprovação final.

Dessa forma, a agência é taxativa na recomendação: "até que seja autorizado pela Anvisa, o cidadão NÃO deve comprar e utilizar qualquer vacina que tenha alegação de prevenir a COVID-19". Isso porque injetar substâncias estranhas no organismo pode ser potencialmente perigoso e, em determinados casos, pode levar o indivíduo ao óbito.

"Existem no Brasil vacinas contra a COVID-19, exclusivamente para uso em estudos clínicos. Não há permissão para comercialização e distribuição dessas vacinas", completa a nota da Anvisa. Afinal, uma possibilidade para esse comércio ilegal seria o desvio de vacinas de Oxford usadas nos estudos clínicos, mesmo assim não é possível confirmar a segurança e nem origem dessas substâncias.

A verdadeira vacina de Oxford

Por outro lado, a vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford ainda está na última fase de estudos clínicos com humanos, onde é avaliada a segurança e eficácia de sua fórmula em milhares de pessoas pelo mundo e em diferentes populações. No Brasil, por exemplo, 10 mil pessoas devem integrar a pesquisa com o imunizante.

No entanto, apenas uma parte dos voluntários receberá a vacina, enquanto o outro grupo tomará apenas um placebo (substância não relacionada ao coronavírus). Dentro do estudo clínico, nem os voluntários e nem os médicos sabem quem está no grupo placebo ou não. Isso porque se trata de um estudo duplo-cego que garante a imparcialidade dos resultados.

Quanto à sua fórmula, a vacina de Oxford utiliza a plataforma vetor-viral não replicante e, para isso, é usado um adenovírus, encontrado em chipanzés, conhecido por chamado ChAdOx1. Esse adenovírus é editado geneticamente e tem incluído, em seu material genético, a proteína spike do novo coronavírus. A partir da imunização dividida em duas doses, os pesquisadores esperam desencadear uma imunização segura contra o coronavírus.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: