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Vacina da Pfizer contra a Ômicron vai chegar em setembro nos EUA

Nos Estados Unidos, a agência Food and Drug Administration (FDA) autorizou, nesta quarta-feira (31), fórmulas bivalentes das vacinas da Pfizer e da Moderna contra a covid-19. As versões atualizadas contra a Ômicron dos imunizantes devem estar disponíveis para a população em setembro.

Vale destacar que esta é a primeira vez que a FDA autoriza uma fórmula atualizada desde que os imunizantes foram lançados em dezembro de 2020, quando a pandemia da covid-19 estava em um dos seus momentos mais críticos. Agora, as novas versões têm proteção melhorada contra as cepas atuais do vírus, como a BA.4 e a BA.5, que são predominantes nos EUA.

Vacina da Pfizer contra a variante Ômicron deve chegar nos EUA em setembro (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)
Vacina da Pfizer contra a variante Ômicron deve chegar nos EUA em setembro (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)

Segundo decisão da FDA, a nova dose de reforço da Pfizer contra a Ômicron está autorizada para pessoas com mais de 12 anos. Agora, a formulação da Moderna pode ser aplicada em quem tem mais de 18 anos. O intervalo entre a última dose e a atual deve ser de dois meses.

Quando as novas vacinas contra a covid chegam nos EUA?

A previsão das autoridades de saúde dos EUA é de que as novas vacinas, como a da Pfizer e a da Moderna, cheguem em setembro. Para ser mais preciso, as doses devem estar disponíveis em farmácias e postos de vacinação após o Labor Day (dia do trabalho), que é comemorado na próxima segunda-feira (5).

Apesar da previsão, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) ainda deve aprovar formalmente as novas fórmulas contra a covid-19. O veredicto deve ser comunicado até o final desta semana. Anteriormente, a diretora do CDC, Rochelle Walensky, sinalizou que as fórmulas devem ser liberadas para o uso dos norte-americanos.

Como funciona a vacina atualizada contra a Ômicron?

Tanto a vacina de mRNA da Moderna quanto a da Pfizer são fórmulas bivalentes, ou seja, imunizam contra duas cepas do vírus da covid-19. Semelhante aos outros imunizantes, carregam um componente de mRNA que estimula a produção de anticorpos contra o vírus original — aquele identificado pela primeira vez na cidade de Wuhan, na China.

Novas vacinas da covid-19 protegem contra as linhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron, segundo FDA (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)
Novas vacinas da covid-19 protegem contra as linhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron, segundo FDA (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)

Só que também há "um componente de mRNA em comum com a variante Ômicron das linhagens BA.4 e BA.5". Segundo a FDA, o novo elemento deve fornecer uma melhor proteção contra a doença, causada pelas cepas predominantes no país.

É importante a dose de reforço?

“Há um declínio na eficácia contra hospitalização e doenças graves. O problema tem sido persuadir o povo americano a se reforçar regularmente”, explica Peter Hotez, especialista em doenças infecciosas do Baylor College of Medicine, para o canal Cnbc. No atual cenário, o imunizante contra a covid-19 ainda é necessário e pode salvar vidas.

Quais são os efeitos colaterais?

Segundo a FDA, "indivíduos que recebem uma vacina bivalente contra a covid-19 podem apresentar efeitos colaterais comumente relatados por indivíduos que receberam vacinas de monovalentes que foram aprovadas". O Canaltech já listou quais podem ser estes possíveis efeitos adversos.

Nova versão da vacina vai chegar ao Brasil?

Por enquanto, não há previsão de quando as vacinas atualizadas contra a variante Ômicron chegarão ao Brasil. No momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa um pedido para liberar a versão atualizada da Pfizer contra a covid-19, mas não há uma estimativa de quando o processo será concluído. Até agora, a Moderna não solicitou o uso de sua fórmula no país.

Fonte: Canaltech

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