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Vacina da Pfizer/BioNTech é eficaz e segura em adolescentes, diz estudo inicial

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Nesta quarta-fera (31), a farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou que a vacina contra a COVID-19, desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, é segura e eficaz em adolescentes de 12 a 15 anos. Até então, os jovens não eram incluídos nos testes para a maioria dos imunizantes adotados contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) em uso no mundo, focando apenas em adultos.

Com a nova descoberta, a vacina da Pfizer deve ter seu uso ampliado e, assim, passará a atender um grupo mais abrangente do que os maiores de 16 anos — anteriormente, esta era a idade inicial para receber imunizante contra a COVID-19. Caso os resultados sejam aprovados pelas agências reguladoras do globo, isso deve aumentar as perspectivas de que escolas voltem a funcionar de forma presencial nas regiões em que adotarem, em massa, a vacina de mRNA (RNA mensageiro).

Vacina da Pfizer/BioNTech demonstra eficácia e segurança em adolescentes de 12 a 15 anos (Imagem: Reprodução/Microgen/Envato)
Vacina da Pfizer/BioNTech demonstra eficácia e segurança em adolescentes de 12 a 15 anos (Imagem: Reprodução/Microgen/Envato)

Pesquisa da Pfizer para a vacinação de adolescentes

No estudo, ainda não publicado em uma revista científica, a Pfizer envolveu cerca de 2,2 mil voluntários norte-americanos com idades entre 12 e 15 anos, sendo que apenas um grupo recebeu o imunizante da Pfizer/BioNTech, enquanto o outro recebeu um placebo. De acordo com a farmacêutica, 18 casos da COVID-19 sintomáticos foram verificados entre os voluntários, após um mês da aplicação da segunda dose, sendo que todos ocorreram no grupo placebo.

Guiado apenas pelos dados preliminares, o estudo torna possível afirmar que a vacina demonstrou uma taxa de eficácia de 100% no grupo imunizado. No entanto, o tamanho do estudo (número de voluntários participantes) e o período de análise (apenas um mês) devem ser considerados. Por outro lado, as análises apontaram para altos níveis de anticorpos contra o coronavírus nas amostras coletadas, sendo maiores que os observados no estudo com jovens adultos. Agora, a meta dos pesquisadores é continuar a monitoras esses adolescentes pelos próximos dois anos.

Quanto aso efeitos colaterais, as reações foram semelhantes àquelas já observadas em jovens adultos, informou a farmacêutica. Dessa forma, os principais efeitos colaterais foram: dor; febre; calafrios; e fadiga. Além disso, a incidência dessas reações foi maior após a segunda dose do imunizante da Pfizer/BioNTech.

Nas próximas semanas, a farmacêutica deve solicitar a autorização de uso emergencial do imunizante contra a COVID-19 para o novo grupo, de maiores de 12 anos, tanto com a Food and Drug Administration (FDA), agência federal de saúde dos Estados Unidos, quanto para os reguladores da União Europeia (UE).

Fonte: Canaltech

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