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Vacina da Pfizer é aprovada na Europa; vacinação deve começar neste domingo

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Nesta segunda-feira (21), a União Europeia (UE) aprovou o uso da vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech. Agora, países do bloco, como Alemanha, Portugal, Itália, França e Espanha, começam a se organizar para a imunização de suas populações. Até o momento, apenas o Reino Unido iniciou a vacinação contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) no continente.

Após o aval da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a vacina da Pfizer contra a COVID-19, os países da UE começam a maratona logística para lançar os programas de imunização contra o coronavírus. Mas antes do início oficial da vacinação, o ramo executivo da UE ainda deve autenticar a autorização, o que é previsto para a próxima quarta-feira (23).

 União Europeia aprova primeira vacina contra a COVID-19 (Imagem: Daniel Schludi/ Unsplash)
União Europeia aprova primeira vacina contra a COVID-19 (Imagem: Daniel Schludi/ Unsplash)

Vacinação contra o coronavírus na Europa

Mesmo que a UE tenha aprovado a vacina da Pfizer, não há um único plano de vacinação para o bloco, ou seja, cada país decidirá como será a imunização. No entanto, a expectativa é que alguns deles, como a Itália, a Alemanha e a Espanha, já comecem a aplicar as primeiras doses do imunizante ainda no próximo domingo (27). Além disso, a vacinação deve se ampliar conforme as doses forem enviadas para cada país membro.

Mais adiantada, a Alemanha, por exemplo, já transformou campos de futebol e antigas estações de ônibus em centros de vacinação em massa. No entanto, essa não é a realidade da maioria dos países do bloco. Para a Dinamarca, as primeiras doses da vacina contra a COVID-19 não serão viáveis ​​até o início de janeiro. Em paralelo, países também buscam alternativas para os ultra freezers necessários para o armazenamento das vacinas da Pfizer, que devem operar em temperaturas de -70°C.

De forma geral, a operação de compra e distribuição das doses do imunizante em toda a União Europeia será um grande desafio. Isso porque muitos países já vivem uma segunda onda da pandemia do coronavírus e a economia da região está enfraquecida. Como se não bastasse, nos últimos dias identificaram uma nova variante do vírus da COVID-19, no Reino Unido, até 70% mais infecciosa — e que tem se espalhado pela Europa.

Quantas vacinas a Europa pode ter contra a COVID?

Liderado pela Comissão Europeia, a compra da maior parcela de vacinas contra a COVID-19 é centralizada. Segundo o órgão, mais de 1,3 bilhão de doses de seis diferentes tipos de vacinas — algumas ainda em desenvolvimento — já tiveram seus acordos fechados.

Nesse cenário, é estimado que a UE receba 200 milhões de doses da vacina Pfizer, com uma opção de compra de outras 100 milhões de doses. Além disso, o bloco adquiriu mais 80 milhões de doses da vacina Moderna, com opção de solicitar outras 80 milhões. Esta vacina foi autorizada nos Estados Unidos na última sexta-feira (18), mas ainda aguarda a agência reguladora da Europa. No entanto, alguns imunizantes adquiridos ainda estão nas últimas etapas de pesquisa.

Em destaque no bloco, a Alemanha e a Hungria também adquiriram várias doses das vacinas de forma paralela para ampliar a cobertura da imunização em seus países. No caso alemão, a compra extra foi de doses da Pfizer, já que o país teria financiado parte dos estudos iniciais do imunizante. Já a Hungria reserva doses da vacina Sputnik V, desenvolvida por pesquisadores russos.

Fonte: Canaltech

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