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Vacina contra HPV reduz risco de câncer do colo do útero em até 87%

·4 min de leitura

Adotadas em muitos países, as campanhas de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) começam a apontar para resultados bastantes significativos na melhora de indicadores da saúde pública. Mulheres que foram vacinadas na adolescência com a vacina Cervarix, desenvolvido pela farmacêutica GSK, apresentaram até 87% menos risco de desenvolver câncer do colo do útero ligado a este vírus, segundo estudo do King's College London.

Publicado na revista científica The Lancet, o estudo observou que mulheres que receberam a vacina entre 12 e 13 anos tiveram taxas de câncer cervical — outro nome para o câncer do colo do útero — 87% mais baixas do que as mulheres não imunizadas. Além disso, a taxa de câncer foi 62% menor quando as vacinas foram administradas entre 14 e 16 anos. A eficácia foi reduzida para 34% em mulheres vacinadas entre 16 e 18 anos.

Eficácia da vacina contra o HPV aumenta em adolescentes mais jovens (Imagem: Reprodução/ Twenty20photos/Envato Elements)
Eficácia da vacina contra o HPV aumenta em adolescentes mais jovens (Imagem: Reprodução/ Twenty20photos/Envato Elements)

As novas evidências sobre o câncer do colo de útero "devem tranquilizar muito aqueles que ainda estão hesitantes sobre os benefícios da vacinação contra o HPV", apostam os pesquisadores. Isso porque a imunização contra o vírus ainda é considerada recente.

Vale lembrar que, no Reino Unido — local de onde os dados do estudo foram coletados —, vacinas contra o HPV começaram a ser distribuídas em 2008. No caso brasileiro, o Ministério da Saúde passou a fornecer imunizantes deste tipo em 2014, segundo apuração do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Estudo sobre o câncer de colo do útero

O estudo britânico analisou dados de saúde, coletados entre janeiro de 2006 e junho de 2019, de mulheres que foram testadas para a presença (com diagnóstico positivo ou não) do câncer cervical. A idade das participantes do estudo variou de 20 até 64 anos. Durante a análise, foi possível distinguir aquelas mulheres que foram imunizadas com a Cervarix.

Durante o período de quase 13 anos do estudo, cerca de 28 mil diagnósticos de câncer do colo do úero e 300 mil diagnósticos de uma condição pré-cancerosa chamada neoplasia intraepitelial cervical (CIN3) foram registrados na Inglaterra.

"Observamos uma redução substancial no câncer cervical e na incidência de CIN3 em mulheres jovens após a introdução do programa de imunização contra HPV na Inglaterra, especialmente em indivíduos que receberam a vacina entre 12 e 13 anos. O programa de imunização contra HPV quase eliminou, com sucesso, o câncer cervical em mulheres nascidas desde 1º de setembro de 1995", explicam os autores, no artigo.

"Esperamos que esses novos resultados encorajem a aceitação, já que o sucesso do programa de vacinação depende não apenas da eficácia da vacina, mas também da proporção da população vacinada", afirmou a co-autora do estudo, Kate Soldan, da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido.

Vacina Cervarix ajudou na proteção contra o câncer do colo do útero (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)
Vacina Cervarix ajudou na proteção contra o câncer do colo do útero (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)

Especificamente, a vacina Cervarix protege contra dois tipos de HPV responsáveis por cerca de 70% a 80% de todos os cânceres cervicais, os 16 e 18. Isso significa que a fórmula é bivalente. Hoje, existem compostos tetravalentes no mercado.

Entenda a relação entre o HPV e o câncer de colo de útero

O câncer do colo do útero pode ser causado pela infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do HPV, como o 16 e o 18. No Brasil, o Inca estima que foram feitos 16.590 novos diagnósticos deste câncer em 2020. Segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer, foram registrados 6,5 mil óbitos por causa desse tumor em 2019.

"A infecção genital por esse vírus é muito frequente e na maioria das vezes não causa doença. Em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica do exame preventivo", ressalta o Inca sobre formas de profilaxia.

Dessa forma, o instituto defende uma abordagem dupla para combater este tipo de câncer: a vacinação; e a realização de exames preventivos. "Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV", completa.

A pesquisa sobre os benefícios da vacina Cervarix contra o câncer foram financiados pelo Cancer Research UK. Para acessar o estudo completo, publicado na revista científica The Lancet, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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