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Vacina contra a Covid-19 será obrigatória para funcionários da Gol a partir de novembro

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 13.01.2016: AVIÃO-SP - Movimentação de aviões na pista do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1601131522010378
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 13.01.2016: AVIÃO-SP - Movimentação de aviões na pista do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1601131522010378

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira (26) que adotará a vacinação contra a Covid-19 como um requisito para os funcionários. A regra valerá a partir de novembro e, segundo comunicado divulgado pela empresa, exceções serão analisadas individualmente.

A Gol diz ter, atualmente, mais de 80% de seus funcionários vacinados com pelo menos uma dose de vacina. Nos próximos dois meses, a empresa diz que irá intensificar sua campanha interna de conscientização e estímulo à imunização, para que aqueles que ainda não tomaram a vacina o façam.

A exigência valerá para todos os 15 mil funcionários da companhia –pilotos, copilotos, comissários, equipes em solo, administrativo e apoio.

Empresas em todo o mundo vêm colocando a vacinação contra a Covid-19 como uma condição para empregados –em alguns casos, a exigência vale para o retorno ao trabalho presencial, como no caso do Google, em outros vira risco de demissão.

No Brasil, porém, a maioria das companhias ainda vinha se posicionando apenas no estímulo à imunização, incluindo incentivos como um dia de folga àqueles que se vacinaram. Mesmo quem já retomou o trabalho presencial ainda não colocava a questão como obrigatória.

A Gol afirma, em nota, que “ansiou, com alta expectativa” pelo momento em que as vacinas estivessem disponíveis para todos os brasileiros.

“Uma vez ofertadas, elas são comprovadamente a forma mais eficaz de proteção à vida e de controle da pandemia. O decréscimo significativo no número de casos, especialmente nas formas mais graves de manifestação da doença, está diretamente relacionado ao avanço da vacinação”, diz a empresa, em nota.

Funcionários do setor aéreo começaram a ser vacinados em junho deste ano devido ao enquadramento nos grupos prioritários previstos pelo PNI (Programa Nacional de Imunização). O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) tem organizado postos de vacinação. Nesta semana, por exemplo, pilotos e copilotos ligados a quaisquer companhias poderão tomar a segunda dose no escritório da entidade no Rio de Janeiro.

"A consciência e o entendimento sobre a importância da vacinação são fundamentais para o restabelecimento do bem-estar coletivo", afirma, em comunicado, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

A Gol diz ter sido a primeira companhia aérea a adotar, em abril de 2020, no início da pandemia, o uso obrigatório de máscaras de proteção a bordo de suas aeronaves.

Na concorrente Latam, os funcionários têm sido estimulados a tomar a vacina. A empresa diz que seu foco é "continuar a conscientizar seus colaboradores da importância da imunização como um valor fundamental para garantir a segurança de todos".

Em nota, afirma que o processo de vacinação segue em andamento e que já percebe um aumento expressivo de funcionários com as duas doses de vacina.

Na quarta (25), a companhia norte-americana Delta Airlines anunciou que, a partir de 1º de novembro, funcionários que utilizem o plano de saúde e não se vacinaram terão uma sobretaxa de US$ 200 mensais (cerca de R$ 1.048). O comunicado assinado pelo presidente da empresa, Ed Bastian, diz que a cobrança será necessária para cobrir o risco criado pela decisão do funcionário não se vacinar.

A Delta diz ainda que, nas últimas semanas, todos os seus funcionários que foram hospitalizados por Covid-19 não estavam totalmente vacinados. No comunicado, a empresa afirma ter chegado a 75% de seu pessoal já imunizado.

No Brasil, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, ainda em 2020, que os cidadãos não podem ser forçados a receber qualquer tipo de vacina, mas que o Estado pode prever sanções àqueles que não comprovarem imunização.

Em São Paulo, a Justiça decidiu que uma empresa prestadora de serviços tinha o direito de demitir por justa causa uma funcionária que recusou a vacina.

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