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Vacina contra COVID-19 é segura em grávidas, segundo estudo

Nathan Vieira
·3 minuto de leitura

Se a COVID-19 em si já é um enigma para a ciência e para a medicina, sua ligação com as mulheres grávidas é algo ainda mais difícil de se decifrar, principalmente considerando o contexto da vacina. No entanto, segundo um estudo publicado em 8 de março no banco de dados de pré-impressão medRxiv, é seguro e eficaz que grávidas tomem a vacina contra a doença em questão.

O estudo envolveu as vacinas da Moderna e da Pfizer, que desencadearam fortes respostas imunes em mulheres grávidas e lactantes, equivalentes às de outras mulheres. A análise também aponta que as vacinas oferecem pelo menos alguma proteção aos fetos através da placenta e aos recém-nascidos através do leite materno.

Vacina contra COVID-19 é segura em grávidas, segundo estudo feito com os imunizantes da Moderna e da Pfizer (Imagem: Freestocks/Pexels)
Vacina contra COVID-19 é segura em grávidas, segundo estudo feito com os imunizantes da Moderna e da Pfizer (Imagem: Freestocks/Pexels)

Apenas as vacinas da Moderna e da Pfizer foram consideradas no estudo, porque essas eram as únicas autorizadas para uso emergencial nos EUA até o momento da pesquisa. Vale lembrar que ambas as vacinas são formuladas com tecnologia de mRNA, um tipo de material genético que codifica instruções para as células construírem proteínas.

Essa análise contou com a participação de 131 mulheres vacinadas (dentre elas, 84 grávidas, 31 amamentando e 16 não grávidas). Para efeitos de comparação, os autores do estudo também analisaram amostras de sangue de 37 mulheres que foram infectadas com a COVID-19 durante a gravidez. Os cientistas suspeitaram que as vacinas COVID-19 seriam seguras e eficazes em mulheres grávidas e lactantes, mas faltavam dados concretos. Com isso, o novo estudo pode ser considerado um primeiro passo para confirmar isso.

As participantes do estudo forneceram amostras de sangue no momento da primeira e da segunda dose da vacina, e novamente duas a seis semanas após a segunda dose. Aquelas que deram à luz durante o estudo também forneceram uma amostra no momento do parto. Os pesquisadores examinaram essas amostras de sangue em busca de anticorpos.

Proteção para a mãe e para o bebê

A análise também aponta que as vacinas contra a COVID-19 oferecem uma certa proteção aos fetos (Imagem: Alex Pasarelu / Unsplash)
A análise também aponta que as vacinas contra a COVID-19 oferecem uma certa proteção aos fetos (Imagem: Alex Pasarelu / Unsplash)

Dentre as participantes, 13 chegaram a dar à luz durante o período do estudo, e os autores puderam analisar o sangue do cordão umbilical em dez delas. Todas as dez amostras de cordão umbilical continham anticorpos gerados pela vacina, sugerindo que a proteção imunológica contra o SARS-CoV-2 havia passado das mães para seus filhos.

Todas as amostras de leite materno coletadas após a vacinação também apresentaram anticorpos. Por enquanto, os especialistas ainda não sabem quanta proteção esses anticorpos oferecem aos recém-nascidos ou quanto tempo essa proteção deve durar. No estudo, todas as mulheres experimentaram tipos semelhantes de efeitos colaterais, como cefaleia, dor e erupções cutâneas no local da injeção. Em contrapartida, apesar de o novo estudo sugerir que as vacinas funcionam bem em mulheres grávidas e mães que amamentam, os pesquisadores não exploraram os riscos potenciais para os fetos.

Recentemente, o Canaltech tirou dúvidas com o médico infectologista Bernardo Almeida, do laboratório de análises clínicas Hilab, a respeito das vacinas Covishield e CoronaVac. Sobre grávidas, ele nos disse o seguinte: "Gestantes podem ser vacinadas. Porém, essa decisão deve ser compartilhada entre o médico e a gestante, já que esse grupo não foi testado nos estudos clínicos. Outras vacinas inativadas são usadas de rotina durante a gravidez, como o exemplo da vacina para coqueluche".

Fonte: Canaltech

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