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Vacina BioNTech/Pfizer 'neutraliza' mutação de variantes britânica e sul-africana

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Um farmacêutico dilui a vacina Pfizer COVID-19 enquanto a prepara para ser administrada aos funcionários e residentes da Goodwin House Bailey's Crossroads, uma comunidade de idosos em Falls Church, Virgínia, em 30 de dezembro de 2020.

A vacina contra a covid-19 da BioNTech/Pfizer parece eficaz contra uma "mutação-chave" das variantes britânica e sul-africana do coronavírus - apontam resultados de trabalhos divulgados nesta sexta-feira (8) pelo laboratório BioNTech.

"Os anticorpos das pessoas que receberam a vacina da Pfizer/BioNTech contra covid-19 neutralizam, eficazmente, o SRAS-CoV-2 com uma mutação-chave que também se encontra em duas variantes altamente transmissíveis", identificadas na Grã-Bretanha e na África do Sul, afirma o laboratório, em um comunicado.

Os autores destacam os limites deste estudo, que não inclui o conjunto das mutações presentes nessas variantes. Portanto, não se pode chegar à conclusão de que a eficácia da vacina será a mesma contra as variantes do que contra o vírus clássico.

A emergência no Reino Unido e na África do Sul por essas duas novas variantes do coronavírus Sars-CoV-2 preocupa a comunidade internacional devido à sua maior capacidade de transmissão, segundo os primeiros dados.

A nova variante tem uma mutação especial, chamada N501Y, no nível da proteína Spike (espícula) do coronavírus - a ponta de sua superfície que permite prender-se às células humanas para penetrá-las, o que desempenha um papel crucial na infecção viral.

Para comprovar a eficácia da vacina, as equipes da Pfizer/BioNTech, associadas à Universidade de Medicina do Texas, desenvolveram um coronavírus portador desta mutação e depois extraíram amostras de sangue de 20 pessoas que receberam a vacina Pfizer/BioNTech, distribuída em vários países.

Não encontraram "nenhuma redução da atividade de neutralização" contra o vírus portador da mutação, em relação ao vírus clássico, segundo o comunicado.

Os autores declararam, no entanto, que os resultados são limitados já que esta análise não foi feita sobre o "conjunto completo das proteínas Spike encontradas nas cepas de propagação rápida no Reino Unido e África do Sul".

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