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Vacina alemã CureVac apresenta apenas 48% de eficácia

·3 minuto de leitura
Sede do laboratório CureVac em Tübingen, na Alemanha, 15 de dezembro de 2020

A vacina desenvolvida pelo laboratório alemão CureVac tem 48% de eficácia contra a covid-19, um nível muito inferior ao dos outros imunizantes por RNA mensageiro. Não se sabe qual será o destino do produto, que a União Europeia (UE) encomendou em grandes quantidades.

Os resultados definitivos do teste clínico em larga escala feito pelo laboratório alemão, anunciados na quarta-feira à noite, eram previsíveis após a divulgação de análises intermediárias decepcionantes em junho. O laboratório atribui a situação à propagação rápida das novas variantes.

Apesar do revés, a CureVac ainda espera que as autoridades regulatórias aprovem a comercialização de sua vacina, afirmou nesta quinta-feira o diretor executivo do laboratório, Franz-Werner Haas, em uma entrevista coletiva.

A CureVac indicou que o desempenho do produto é ligeiramente melhor na faixa etária de 18-60 anos, com uma eficácia de 53%.

Nesse grupo, o efeito protetor contra as formas moderadas e graves da doença chega a 77%, e é de 100% na prevenção de internações e óbitos.

Mas "nos participantes com mais de 60 anos, que representam 9% dos casos estudados, os dados disponíveis não permitiram determinar a eficácia de forma estatisticamente clara".

Apesar dos dados, a empresa afirma que o interesse de sua vacina para os menores de 60 anos, um grupo que define como seu principal "objetivo", foi demonstrado, segundo Haas.

"Ainda há uma grande necessidade (de vacinas) para esta população em todo o mundo", disse Franz-Werner Haas, convencido de que a CureVac pode representar uma "contribuição valiosa para a gestão da pandemia de covid-19.

- Aprovação incerta -

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que já está analisando o fármaco, deve aprovar ou não a comercialização do mesmo.

A Comissão Europeia assinou um contrato com o laboratório para a compra de 405 milhões de doses.

As vacinas BioNTech/Pfizer e Moderna, também baseadas no princípio de RNA mensageiro, demonstraram eficácia de quase 95%. As vacinas da AstraZeneca e Johnson and Johnson ficaram na faixa entre 60 e 70%.

O laboratório CureVac foi um dos primeiros a entrar na corrida pela vacina e esperava lançar um soro eficaz no mercado em maio.

Os diretores explicaram este mês que tiveram que lidar com "um vírus diferente" dos concorrentes, devido "à grande diversidade de mutações" presentes no início da fase de testes, em dezembro.

Os testes tiveram a participação de 40.000 voluntários na Europa e na América Latina. A resposta A resposta imunológica foi avaliada em 228 pacientes infectados com a covid-19.

A cepa original do Sars-CoV-2 foi identificada apenas em 3% dos casos, ao mesmo tempo que foram identificadas variantes consideradas "preocupantes", como a Delta, em mais da metade dos pacientes.

- Laboratório pioneiro -

A progressão das variantes não foi a única causa desse revés, estimaram especialistas nas últimas semanas. Eles lembraram que os produtos da BioNTech e Moderna mostraram uma eficácia sólida frente a mutações do novo coronavírus.

A formulação escolhida pelo CureVac, principalmente sua concentração menor, de 12 microgramas, pode ter sido um fator. O CureVac trabalha com um RNA mensageiro que tem uma estrutura diferente da dos rivais.

Fundado em 2000, o principal acionista do CureVac é o multimilionário alemão Dietmar Hopp, cofundador da gigante do software SAP. Seu fundador, Ingmar Hoerr, é um pioneiro nas pesquisas do RNA mensageiro.

Em junho de 2020, o governo alemão comprou parte do laboratório, depois que autoridades americanas tentaram obter direitos exclusivos para os EUA sobre uma potencial vacina.

A empresa se associou aos gigantes farmacêuticos Novartis (Suíça) e Bayer (Alemanha) para as fases de produção.

Aliado da britânica GSK, o laboratório também desenvolve as chamadas vacinas de segunda geração, que levam em conta as variantes.

smk/ob/es/erl/am/lb/fp

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