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Vacinação no Rio: lote interditado da CoronaVac deve ser liberado entre hoje e amanhã, diz secretaria

·2 minuto de leitura

O lote da CoronaVac que recebeu uma interdição cautelar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser liberado para aplicação "ao longo" desta sexta-feira "ou no dia de amanhã", segundo o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz. Com isso, a aplicação do imunizante na cidade deve ser regularizada nos próximos dias.

O uso da CoronaVac no município foi suspenso mais uma vez nesta sexta-feira por falta de doses. Em nota, a Secretaria municipal de Saúde informou na tarde desta quinta que aguarda a liberação pela Anvisa de 166 mil doses da vacina já em estoque na cidade. Elas fazem parte do lote 202108113H da CoronaVac, interditado pela Anvisa por ter sido envasado em uma fábrica na China que não passou pela inspeção da agência.

Segundo Soranz, o novo hiato na aplicação da CoronaVac — o segundo em setembro — pode afetar o chamado "passaporte da vacina", que exige a comprovação de imunização para a entrada em determinados locais, caso não seja solucionado rapidamente. E disse que a demora na liberação das vacinas interditadas soa como uma "punição" ao Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac no Brasil.

— Aqui vai uma crítica à Anvisa. Não dá para a gente ficar mais de duas semanas esperando uma inspeção numa fábrica da China. Se essas doses não tiverem liberação, precisaremos que o Ministério da Saúde distribua as doses que ele tem em estoque, justamente para manter o calendário, a repescagem. Precisamos de uma postura de celeridade, tanto da Anvisa quanto do ministério. A gente não sabe, parece uma punição ao Butantan. Mas a punição não é só ao Butantan, é à sociedade como um todo.

D2 antecipada para os atrasados

O secretário diz ainda que considera adiantar a segunda dose daqueles que não puderam completar o esquema vacinal por estarem infectados com Covid-19 na data da segunda injeção. Mas reforçou que não fará concessões quanto ao passaporte da vacina, nem mesmo para esse público. Segundo protocolo da prefeitura, quem estava contaminado na data da vacinação deve aguardar 30 dias para tomar a sua dose.

— Pode ser que a gente possa adiantar a data da segunda dose dessas pessoas conforme vão chegando as idades delas no calendário do passaporte. Nesse momento, o grupo que deve apresentar a segunda dose é de pessoas de 50 anos ou mais, e entre eles a gente não tem esses casos, são exceções, pelo que vimos na nossa base de dados. Não vamos abrir nenhum tipo de exceção quanto ao passaporte, e esperamos que aqueles não se vacinaram na data correta que esperem para se vacinar. Temos uma tolerância, uma margem de segurança, e é claro que em casos em que não foi possível tomar a vacina sempre haverá essa discussão — disse Soranz.

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