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Vacinação lenta soa alarme no Japão antes de Jogos Olímpicos

Bruce Einhorn e Lisa Du
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Na corrida para vacinar cidadãos contra a Covid-19, o Japão deveria estar na frente. Tem cobertura de saúde quase universal e competência farmacêutica, sem mencionar uma eleição nacional pendente, grande população de idosos e os Jogos Olímpicos que se aproximam para motivar líderes políticos a agirem rápido.

No entanto, tem a duvidosa distinção de mostrar um dos piores desempenhos quando se trata de vacinação. O Japão administrou doses que cobriram apenas 1,1% da população, o nível mais baixo entre os 37 membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg. A proporção se compara a 36% nos Estados Unidos e quase 35% no Reino Unido.

Na Ásia, está atrás da China, Índia, Cingapura e Coreia do Sul e está apenas um pouco à frente de nações de baixa renda, como Filipinas e Tailândia.

Após o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, declarar estado de emergência em algumas áreas em 23 de abril para controlar uma nova onda de casos, alguns japoneses frustrados olham com inveja para programas de imunização em outros países e se perguntam por que o governo não agiu tão rapidamente. Depois de um ano assistindo a cenas devastadoras em países como os EUA enquanto o patógeno estava relativamente controlado no Japão, agora parece que a situação mudou.

“Quero que as vacinações prossigam em alta velocidade”, disse o bilionário Hiroshi Mikitani, CEO da gigante de comércio eletrônico Rakuten, em tuíte na terça-feira. “Como nos EUA.”

Até recentemente, os japoneses podiam se consolar sabendo que o país havia respondido melhor à pandemia do que nações no Ocidente. Como nunca houve um aumento vertiginoso de casos e mortes, não havia pressa por vacinas contra a Covid-19. Mas com a Olimpíada prevista em três meses e um terceiro estado de emergência, a frustração da população parece estar crescendo, o que também aumenta a pressão sobre o governo de Suga para ser mais ágil.

O primeiro-ministro instruiu o ministro da Defesa a trabalhar com militares para criar um centro de vacinação em massa em Tóquio. Foi a primeira vez que o governo nacional se envolveu diretamente na campanha de vacinação, que foi delegada a autoridades municipais. Suga enfrenta uma votação da liderança do partido em setembro e deve convocar eleições gerais em outubro.

É tarde demais para alguns cidadãos.

Ray Fujii, sócio da LEK Consulting em Tóquio, cujos clientes incluem empresas de saúde, culpa a preparação indecisa do governo pelo atraso. Embora o fornecimento lento de vacinas da Pfizer tenha sido o culpado no início, esse não é mais o caso, disse. O Japão provavelmente recebeu mais de 15 milhões de doses da vacina da Pfizer, de acordo com números e estimativas fornecidas pelo governo em março.

Pesquisas realizadas nos últimos meses mostram que cerca de 80% dos residentes querem ser imunizados, e quase metade dos entrevistados em levantamento global da Ipsos e do Fórum Econômico Mundial disseram que se vacinariam dentro de um mês, se houvesse disponibilidade.

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©2021 Bloomberg L.P.