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Vacinação lenta pode causar retrocesso de até 5 anos na África

Prinesha Naidoo e Jess Shankleman
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A lenta campanha de vacinação contra a Covid-19 e a falta de financiamento para diminuir a distância entre países pobres e ricos podem provocar um retrocesso de dois a cinco anos na África, segundo a responsável pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a África.

“O fato de que a África não vai ser vacinada tão rápido vai claramente desacelerar o crescimento”, disse Vera Songwe, secretária executiva da CEA, em entrevista na segunda-feira. A falta de acesso a vacinas que manterão as barreiras para viagens e negócios também deve desacelerar o comércio e dificultar os investimentos, o que pode travar a expansão econômica e impedir a criação de 26 milhões de empregos, disse.

O PIB mundial deve se expandir no ritmo mais rápido em pelo menos quatro décadas em 2021. No entanto, o crescimento econômico na África Subsaariana, estimado em 3,4%, deve ficar aquém de outras regiões, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional.

“É extremamente preocupante se não formos capazes de fechar as lacunas que são criadas”, disse Songwe.

Os países mais pobres precisarão investir US$ 450 bilhões para sua reconstrução nos próximos cinco anos e acelerar a convergência de renda com as economias avançadas, segundo o FMI.

Embora algumas economias africanas possam ter acesso a fundos por meio dos US$ 650 bilhões em direitos especiais de saque que o FMI planeja conceder às nações emergentes e de baixa renda para enfrentar a Covid-19 e a dívida crescente, não garantir dinheiro suficiente pode atrasar o desenvolvimento do continente, disse Songwe.

Patentes mais curtas

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África mostram que 15 milhões de doses foram administradas no continente, com uma população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas. Para ampliar o acesso e permitir que os países africanos fabriquem vacinas, os prazos das licenças de patentes, especialmente para imunizantes com financiamento público, devem ser mais curtos, disse Songwe.

“Se apenas os países desenvolvidos se vacinarem, teremos novas cepas que se desenvolverão nos países em desenvolvimento, que por fim chegarão ao mundo desenvolvido e teremos outra onda”, afirmou. “Este é realmente um bem público e precisamos ver como podemos trabalhar coletivamente nisso.”

A falta de acesso a imunizantes coloca a África e suas cidades densamente povoadas em risco de sofrer um destino semelhante ao da Índia que, apesar de produzir as vacinas mais baratas atualmente, agora é um epicentro global da Covid-19 com o maior número de casos diários do mundo, disse Songwe.

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©2021 Bloomberg L.P.