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Vacinação: cidade do Rio suspende aplicação da CoronaVac novamente por falta de doses

·4 minuto de leitura

Por falta de doses, o município do Rio de Janeiro suspendeu novamente, na tarde desta quinta-feira, a aplicação da CoronaVac. Em nota, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) fez um apelo para a autorização do uso de doses em estoque que foram interditadas de maneira cautelar pela Anvisa.

"A aplicação da segunda dose da CoronaVac no município do Rio está temporariamente paralisada, até que sejam liberadas as 166 mil doses do lote suspenso para uso, de forma cautelar, pela Anvisa", diz a secretaria. "Informações sobre as datas das próximas entregas devem ser solicitadas ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo envio das vacinas".

Ao longo do dia, em grupos nas redes sociais, cariocas relataram falta do imunizante fabricado pelo Instituto Butantan. Nesta tarde, postos como o do Corpo de Bombeiros do Humaitá e do Jockey Club estavam dispensando quem chegava à procura da segunda dose da vacina. Nestas unidades, quem não conseguiu completar o esquema vacinal da CoronaVac foi registrado em uma lista de espera.

No dia 5 de setembro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou ter recebido 547.800 doses de CoronaVac do lote 202108113H, interditado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por ter sido envasado numa fábrica da China que não passou pelo processo de inspeção da agência. O número corresponde a 64% das 858.800 doses da CoronaVac recebidas pela SES naquele dia, uma das maiores remessas do imunizante do Butantan já retiradas pelo estado.

As cidades que receberam vacinas do lote foram orientadas a não usá-las, o que poderia afetar a distribuição da segunda dose da CoronaVac nesses municípios, como o GLOBO adiantou. No dia seguinte ao recebimento da remessa, um sábado, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro chegou a aplicar 1.206 doses pertencentes ao lote 202108113H interditado, pois a Anvisa ainda não havia emitido a decisão cautelar. Assim que soube da determinação, a pasta reservou as doses do lote correspondente.

Daquela remessa de quase 860 mil doses da CoronaVac, porém, a cidade do Rio recebeu um aporte de aproximadamente 390 mil doses. O envio permitiu a retomada da aplicação da segunda dose da vacina no dia seguinte, após uma suspensão de dois dias.

Naquela ocasião, a prefeitura atribuiu o esgotamento dos estoques à demora nas entregas por parte do Ministério da Saúde. O órgão, no entanto, negou ter atrasado os envios. Alvo de repetidas críticas por parte de estados e municípios pela logística do repasse de vacinas contra a Covid-19, a Saúde disse que não tinha pendência de envios de D2 da CoronaVac para a cidade e alertou que não garantiria doses para os municípios e estados que descumprissem o que foi pactuado nas reuniões do governo federal com os demais entes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em agosto, como o GLOBO já mostrou, a cidade do Rio redirecionou para a aplicação de primeira dose cerca de 191 mil doses da CoronaVac originalmente reservadas para a segunda, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde (SMS). A pasta reconhece que essas doses estavam previstas para serem distribuídas, a título de segunda injeção, durante o mês de setembro, conforme orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria estadual de Saúde (SES).

Em nota, a SMS disse, no início do mês, que "a cidade do Rio de Janeiro organiza seu calendário para aplicar as doses de vacina no menor tempo possível" e "conforme os contratos do Ministério da Saúde, não reservando vacinas para a segunda dose por mais de uma semana". Com isso, a pasta afirma conseguir "manter o maior número de pessoas imunizadas no menor tempo possível".

Nos ofícios de distribuição de vacinas, a Secretaria estadual de Saúde (SES) vem alertando os municípios a não redirecionar doses reservadas para a D2 da CoronaVac, já que não há previsão de repasse de frascos extras pelo Ministério da Saúde. Nesse contexto, o uso de CoronaVac para a aplicação da D1, suspenso em abril no município do Rio devido à redução na previsão de entregas do Instituto Butantan, foi retomado em junho. Entre os dias 18 e 19 daquele mês, o número diário de primeiras doses da CoronaVac aplicadas saltou de 345 para 7.640. Em 17 de agosto, a SMS chegou a aplicar 58.900 primeiras doses da vacina do Butantan num único dia.

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