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Vacinação é segura para grávidas, aponta estudo preliminar nos EUA

O Globo
·3 minuto de leitura

NOVA YORK — Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não encontraram evidências de que as vacinas Pfizer-BioNTech ou Moderna ofereçam riscos graves durante a gravidez, segundo análise inicial dos dados de segurança da vacina contra a Covid-19 aplicadas no país.

Os resultados são preliminares e cobrem apenas as primeiras 11 semanas do programa de vacinação dos EUA. Mas o estudo, que incluiu dados de 35 mil mulheres que receberam uma das vacinas durante ou logo antes da gravidez, é o maior já feito sobre a segurança da imunização contra a Covid-19 em grávidas.

Gestantes foram excluídas dos ensaios clínicos das vacinas, o que deixou pacientes, médicos e especialistas em dúvida sobre se eram seguras para esse grupo.

“Há muita ansiedade sobre se é seguro, se funcionaria e o que esperar em relação aos efeitos colaterais”, diz Stephanie Gaw, especialista em medicina materno-fetal da Universidade da Califórnia, em San Francisco. Os novos dados, afirma Gaw, demonstram que "muitas grávidas estão tomando a vacina, sem que haja aumento significativo nos efeitos adversos até o momento, e que os perfis de efeitos colaterais são muito semelhantes aos de não grávidas".

“Acho que tudo isso é muito reconfortante”, afirma, “e acredito que realmente ajudará as autoridades de saúde pública a recomendar com mais veemência que tomem a vacina durante a gravidez”.

A Covid-19 apresenta sérios riscos para gestantes que, ao desenvolver sintomas da doença, têm maior probabilidade de adoecer gravemente e de morrer do que as mulheres não grávidas.

Por causa desses riscos, o CDC recomendou que vacinas contra o coronavírus sejam disponibilizadas para esse grupo, embora também sugira uma decisão conjunta com os médicos.

No Brasil. o Ministério da Saúde emitiu nota técnica na qual recomenda que grávidas com doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou obesidade, tomem a vacina. Entre as gestantes sem comorbidades, a orientação é que avaliem com seus obstetras os benefícios de serem imunizadas.

Efeitos colaterais

O novo estudo, que foi publicado na quarta-feira no The New England Journal of Medicine, é amplamente baseado em dados do V-safe, o sistema de monitoramento de segurança de vacina contra coronavírus do CDC. Os participantes do programa usam um aplicativo de smartphone para preencher pesquisas regulares sobre sua saúde e quaisquer efeitos colaterais que possam estar experimentando, após receber a vacina Covid-19.

Os pesquisadores analisaram os efeitos colaterais relatados por participantes V-safe que receberam a vacina Pfizer ou Moderna entre 14 de dezembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Eles se concentraram em 35.691 participantes que disseram estar grávidas quando receberam a vacina ou que engravidaram pouco depois.

Após a vacinação, elas relataram o mesmo padrão geral de efeitos colaterais que as não grávidas, descobriram os pesquisadores: dor no local da injeção, fadiga, dores de cabeça e musculares.

As mulheres grávidas eram ligeiramente mais propensas a relatar dor no local da injeção do que as mulheres que não estavam, mas menos propensas a relatar os outros efeitos colaterais. Eles também eram ligeiramente mais propensas a relatar náuseas ou vômitos após a segunda dose.

Participantes grávidas V-safe também tiveram a oportunidade de se inscrever em um registro especial que acompanhou os resultados da gravidez e do bebê. No final de fevereiro, 827 das inscritas no registro de gravidez haviam completado a gravidez, 86% das quais resultaram em nascidos vivos. As taxas de aborto, prematuridade, baixo peso ao nascer e defeitos congênitos eram consistentes com as relatadas em mulheres grávidas antes da pandemia, relatam os pesquisadores.

Mas o relatório tem várias limitações e muito mais pesquisas são necessárias, disseram os especialistas. A inscrição nos programas de vigilância é voluntária e os dados são autorrelatados.