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Vírus sincicial respiratório: Fiocruz aponta para os riscos no outono e inverno

Os meses mais frios do ano são marcados pela maior transmissão dos vírus respiratórios, como a gripe (influenza) e a covid-19. Para o outono e o inverno, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também lembra dos riscos do vírus sincicial respiratório (VSR). Este é o agente causador de doenças como a bronquiolite, uma inflamação que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões e atinge, principalmente, crianças com até 2 anos.

Antes de apontar para os riscos do vírus sincicial respiratório, é preciso esclarecer que o frio não causa nenhuma doença, mas cria condições onde a transmissão dos vírus é facilitada. Por exemplo, as janelas costumam ficar mais fechadas e, com isso, os agentes infecciosos podem ser transmitidos, com maior sucesso, entre as pessoas deste mesmo ambiente.

Outono e inverno favorecem a transmissão dos vírus respiratórios, como o VSR (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Outono e inverno favorecem a transmissão dos vírus respiratórios, como o VSR (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Quais são os sintomas do vírus sincicial respiratório?

De acordo com a Fiocruz, os sintomas iniciais da infecção pelo vírus sincicial respiratório são:

  • Coriza;

  • Tosse;

  • Febre;

  • Mal-estar.

Estes sintomas são relativamente comuns entre os vírus respiratórios, por isso, familiares e médicos devem se atentar para possíveis desdobramentos do quadro de saúde da criança. “Quando os sintomas evoluem para o chiado no peito [sibilância] e esforço respiratório, a criança deve ser rapidamente levada ao pronto atendimento pediátrico para avaliação médica", orienta a alergista e imunologista Flávia Anisio de Carvalho, para a Agência Fiocruz.

Com o agramento dos problemas respiratórios, "o quadro pode ou não evoluir para uma insuficiência respiratória, podendo ser necessário internação hospitalar e uso de oxigênio por meio de ventilação não invasiva ou invasiva", explica a médica, que atua no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Risco da bronquiolite

Aqui, é importante destacar que o VSR é responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Inclusive, a bronquiolite pode levar, em casos extremos, ao óbito. O risco é maior em bebês e indivíduos com comorbidades (os prematuros).

Como tratar a infecção?

Na maioria dos casos, a doença apresenta sintomas leves e que, em média, duram entre sete a 12 dias. De forma geral, o tratamento prescrito pelo médico envolve antitérmicos — quando há febre — e medidas para desobstruir as vias respiratórias, como inalação com soro e a lavagem nasal.

Nebulização pode ser indicada no tratamento do vírus sincicial respiratório (Imagem: Nestea06/Envato Elements)
Nebulização pode ser indicada no tratamento do vírus sincicial respiratório (Imagem: Nestea06/Envato Elements)

“Esse tipo de nebulização, feita com soro mais salgado, faz com que o muco seja expectorado com mais facilidade, desobstruindo as vias aéreas”, explica a imunologista Carvalho. Agora, em casos mais graves, o tratamento deve ser hospitalar e, em alguns casos, pode demandar a oxigenioterapia.

Os profissionais de saúde podem orientar o uso do medicamento palivizumabe para pacientes com maior risco de complicação. Este é indicado especialmente para bebês prematuros extremos, ou seja, aqueles com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica. O remédio está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita.

Como prevenir a doença nos meses mais frios do ano?

O vírus sincicial respiratório é bastante contagioso, podendo ser transmitido pelo ar (quando alguém contaminado espirra ou tosse) ou por objetos contaminados. Por isso, recém-nascidos devem evitar aglomerações e locais fechados, especialmente nos três primeiros meses de vida. Além disso, deve-se sempre optar por ambientes com boa circulação de ar e manter a higiene das mãos.

Atualmente, não existem vacinas contra o VSR, mas manter a carteirinha de vacinação em dia é importante. “É preciso vacinar contra a gripe, os bebês a partir dos 6 meses, já que o vírus influenza é outra causa de infecção pulmonar potencialmente grave”, destaca a médica. A imunização tende a tornar o sistema imune mais preparado contra outras doenças infecciosas, evitando coinfecções.

Vale lembrar que, atualmente, os postos de saúde de todo o país estão com quatro campanhas de vacinação em andamento: gripe, covid-19, sarampo e poliomielite (pólio).

Fonte: Canaltech

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