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Vírus da covid pode atacar diretamente os rins, aponta estudo

·3 min de leitura

No começo da pandemia da covid-19, o coronavírus SARS-CoV-2 foi encarado como um vírus respiratório. Passados alguns meses, a ciência compreendeu que o vírus poderia afetar diferentes órgãos do organismo. Agora, uma equipe de cientistas norte-americanos esclarece como o agente infeccioso ataca os rins e, eventualmente, causa problemas renais graves aos pacientes.

Publicado na revista científica Frontiers in Cell and Developmental Biology, o estudo sobre a capacidade do vírus da covid-19 em infectar as células dos rins foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Estudo revela como o vírus da covid-19 invade as células do rins e pode causar graves complicações de saúde (Imagem: Reprodução/IciakPhotos/Envato)
Estudo revela como o vírus da covid-19 invade as células do rins e pode causar graves complicações de saúde (Imagem: Reprodução/IciakPhotos/Envato)

Para ser mais preciso, o agente infeccioso pode invadir um tipo de célula renal específica, os podócitos. Estes têm como principal função restringir a passagem de proteínas do sangue para a urina. Isso ajuda a explicar o porquê de a lesão renal aguda ser uma das principais complicações observadas em pacientes com covid-19 grave.

Pesquisa sobre o impacto da covid-19 nos rins

A partir de relatos de caso e experiência com pacientes da covid, a pesquisadora Samira Musah, uma das autoras do estudo e professora assistente da Universidade Duke, conta: “Estava claro que o vírus afetava de alguma forma os rins, mas estávamos tão no início da pandemia que ninguém tinha certeza do que estava acontecendo”.

Para investigar essa hipótese, Musah e uma equipe de cientistas construíram diferentes tipos de experimento, nos quais era possível observar a interação entre o vírus da covid-19 e as células dos rins. Em um primeiro momento, foram usados pseudovírus do SARS-CoV-2 — uma versão artificial do agente infeccioso que não consegue se multiplicar.

Este vírus "artificial" foi introduzido em uma cultura de células renais e os pesquisadores descobriram que a proteína spike (S) conseguia se ligar diretamente a vários receptores na superfície dos podócitos. Vale lembrar que é a partir da proteína S que o coronavírus consegue entrar no organismo humano, invadindo, inicialmente, as células das vias respiratórias.

Na segunda etapa, a equipe testou o impacto do coronavírus real em uma cultura de células dos rins. Novamente, o efeito de interação foi observado. Dessa forma, o experimento comprovou a capacidade de infecção do vírus da covid, pelo menos em laboratório.

Impacto da descoberta

"Descobrimos que o vírus [da covid-19] era especialmente capaz de se ligar a dois receptores-chave na superfície dos podócitos, e esses receptores são abundantes nessas células renais”, afirma Titilola D. Kalejaiye, outra autora do estudo.

“Houve uma forte absorção do vírus inicialmente, e também descobrimos que quando você aumentava a dose do vírus, a absorção aumentava ainda mais. O vírus parecia ter uma forte afinidade por essas células renais”, completa a pesquisadora Kalejaiye sobre a interação que pode ser bastante perigosa para o funcionamento das rins.

Em alguns casos, as lesões da invasão eram muito graves e isso desencadeava a morte dos podócitos. Além do dano estrutural, os autores relataram que o vírus da covid-19 pode "sequestrar" a maquinaria dos podócitos e usá-la na produção de novas partículas virais, ou seja, no seu processo de reprodução.

Agora, a equipe quer investigar como as novas variantes do coronavírus, como a Ômicron (BA.1), podem intensificar (ou não) os impactos da infecção nos rins. No futuro, também será necessário realizar autópsias de pacientes que morreram em decorrência da covid-19 e confirmar que estas células são, de fato, invadidas, já que todos os testes, até agora, foram em laboratório.

Fonte: Canaltech

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