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Vídeo: veja como a China simulou o terreno de Marte para a missão Tianwen-1

Daniele Cavalcante
·3 minutos de leitura

A missão chinesa Tianwen-1 Mars, com o objetivo de pousar um rover na superfície marciana, foi lançada em julho deste ano. Mas antes disso, os pesquisadores da China fizeram uma série de testes com o veículo robótico em um lugar terrestre que simula a paisagem marciana. Agora, eles revelaram detalhes sobre esses experimentos.

Para garantir que o equipamento do rover estava pronto para atuar corretamente em um terreno hostil, a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) criou um terreno parecido com o Planeta Vermelho - mesmo que o local exato de pouso por lá ainda não tenha sido decidido.

De qualquer forma, a CAST já havia feito testes semelhantes anteriormente, para os rovers Yutu 1 e Yutu 2 (das missões Chang'e-3 e Chang'e-4, respectivamente). A diferença é que na ocasião o terreno simulava a superfície da Lua, e não de Marte. Então, para testar o rover da Tianwen-1, bastou reformar o local para se parecer com o Planeta Vermelho, utilizando areia e pedras para emular vários terrenos da superfície marciana, que já foram amplamente mapeados e fotografados por outras agências espaciais.

Em um vídeo na CCTV-Plus, agência estatal chinesa de notícias sob demanda, membros da equipe científica revelaram que utilizaram carbonetos de silício da Terra para montar esse cenário. Eles tiveram que lavar tudo com água para que o rover não seja contaminado por nenhum tipo de forma de vida antes de ir para o Planeta Vermelho.

Durante os experimentos, eles testaram tando o modo de funcionamento normal do rover, quanto modo de mau funcionamento. Isso é feito para que os cientistas verifiquem como o veículo se comportará caso alguma coisa errada aconteça em Marte. “Nosso campo de testes serviu como uma sala de exame antes a missão de lançamento final”, disse Jia Yong, especialista da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), da qual a CAST é subordinada.

Em outra entrevista à CCTV, Liu Tongjie, vice-diretor do Centro de Exploração Lunar e do Programa Espacial da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), disse que a missão Tianwen-1 é “extremamente difícil”. É que quando a nave entrar na órbita de Marte, por volta de fevereiro de 2021, a equipe não vai pousá-la imediatamente. Em vez disso, passará dois ou três meses pesquisando os possíveis locais de pouso com uma câmera de alta resolução.

Ao menos os pesquisadores já sabem que o local de pouso da sonda será no hemisfério norte. “Pelo que aprendemos até agora, o hemisfério sul de Marte é montanhoso, enquanto mais planícies são vistas no hemisfério norte. Portanto, optamos por fazer o pouso neste último”, dise Liu, completando que, por enquanto, o candidato mais forte é a Utopia Planitia, a maior bacia de impacto reconhecida em Marte.

Após o pouso, o rover vai começar a exploração científica, com uma vida útil estimada para cerca de três meses terrestres. Já o orbitador que acompanha a missão, terá uma vida útil projetada de 687 dias e transmitirá as comunicações para o rover enquanto realiza suas próprias tarefas científicas.

Fonte: Canaltech

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