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Vídeo mostra Pixel 6 Pro funcionando mesmo com peças trocadas entre unidades

·2 min de leitura

Lançado no dia 19 de outubro, o Pixel 6 Pro se destaca pela implementação do processador Tensor, o primeiro produzido em massa com a marca do Google. Agora, surgem informações importantes para quem pretende comprar o aparelho e está preocupado com avanços de algumas marcas contra reparos feitos por terceiros.

De acordo com um vídeo publicado pelo canal de Hugh Jeffreys, o aparelho funciona normalmente quando alguns de seus componentes forem trocados entre unidades, o que facilita os trabalhos de reparabilidade do dispositivo fora de assistências técnicas autorizadas pelo Google.

Essas características mostram que rumores anteriores estavam equivocados. Antes da apresentação da linha Pixel 6, era dito que os smartphones do Google tomariam o mesmo caminho dos iPhones, que possuem muitas funções desabilitadas caso reparos sejam feitos fora de centros autorizados pela Apple, ou se forem utilizadas peças não reconhecidas pela companhia.

Mesmo assim, o acesso a determinadas partes internas do Pixel 6 Pro exige um alto nível de conhecimento técnico, já que muitas vezes é preciso desmontar vários outros componentes antes de chegar ao reparo necessário.

Após a retirada da tela por meio da aplicação de altas temperaturas, é possível visualizar o dissipador de calor e camadas de grafite acima de todas as outras peças. A bateria é colada com uma pasta adesiva bastante resistente, e as fitas de plástico que serviriam para auxiliar na remoção do tanque de energia não cumpriram sua tarefa de forma satisfatória, arrebentando no momento que foram utilizadas.

Componentes internos ficam abaixo de dissipadores de calor e placas de grafite (Imagem: YouTube/Hugh Jeffreys)
Componentes internos ficam abaixo de dissipadores de calor e placas de grafite (Imagem: YouTube/Hugh Jeffreys)

A placa principal não é modular, ou seja, ela tem vários componentes soldados diretamente à sua estrutura, como a porta USB-C, sensor de proximidade e microfones. Isso dificulta os reparos, mas faz com que o carregamento sem fio funcione mesmo se a entrada USB fique danificada, por exemplo.

A linha Pixel traz um recurso que até o momento não é visto em outros aparelhos concorrentes: a possibilidade de calibragem do sensor de impressões digitais. O processo é feito por meio de um link de navegador, em que é capaz de identificar o celular conectado via cabo USB, e realizar a tarefa de forma automática, com poucos cliques. Caso esses passos não sejam seguidos após uma troca de display, o sensor fica desabilitado e não é possível desbloquear o dispositivo com as digitais.

Após a troca do display, sensor de digitais não funciona sem uma calibragem, mas processo é simples (Imagem: YouTube/Hugh Jeffreys)
Após a troca do display, sensor de digitais não funciona sem uma calibragem, mas processo é simples (Imagem: YouTube/Hugh Jeffreys)

Porém, essa limitação não é presente em outros componentes, já que todos os outros recursos do aparelho — como a câmera, por exemplo — funcionam mesmo depois da reposição completa das peças, até mesmo entre diferentes unidades do Pixel 6 Pro, e com reparos feitos fora de lojas autorizadas pelo Google.

O vídeo completo pode ser conferido abaixo:

Fonte: Canaltech

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