Em véspera de vencimento, Bovespa tem 3ª alta seguida

A Bovespa encerrou em alta pelo terceiro pregão seguido nesta terça-feira, fato que não ocorria desde meados de outubro. Mais uma vez, o principal índice da Bolsa pegou carona nos mercados internacionais, que apresentaram valorização, impulsionados por dados econômicos favoráveis nos Estados Unidos e na Europa. Mas o fator determinante para o movimento de valorização nesta sessão foi a proximidade do vencimento do índice futuro, marcado para quarta-feira.

O Ibovespa fechou em alta de 0,63%, aos 59.623,34 pontos, defendendo o patamar dos 59 mil pontos reconquistado na segunda-feira. É o nível mais alto desde 18 de outubro(59.733,90 pontos). Na mínima do dia, o índice chegou a cair 0,50% (58.951 pontos) e, na máxima, alcançou 59.747 pontos, com avanço de 0,84%. O giro financeiro somou R$ 7,478 bilhões (dado preliminar). No mês, a Bovespa acumula ganho de 3,74% e, no ano, de 5,06%.

Nesta véspera de vencimento, o analista-chefe da corretora Magliano, Henrique Kleine, informou que há mais de 20 mil contratos de índice comprados em aberto (não foram liquidados), ou seja, quem está apostando na compra acredita que o Ibovespa fechará acima de 60 mil pontos até quarta-feira. "Eles compram para que o objetivo deles seja alcançado", disse o profissional, para justificar a puxada do índice para cima.

As ações ordinárias (ON) da Petrobras finalizaram em alta de 1,56% e as preferenciais (PN) subiram 2,15%, em linha com o avanço do preço do petróleo no exterior. Na Nymex, os contratos com vencimento em janeiro tiveram valorização de 0,26%, a US$ 85,79 o barril. O movimento também reflete uma nova descoberta de petróleo da companhia na Bacia de Sergipe-Alagoas, conforme comunicado divulgado na segunda-feira, após o fechamento dos mercados.

Os papéis da Vale avançaram às máximas de 2,23% e 2,00% os ON e os PNA, respectivamente, diante de perspectivas positivas para o preço do minério de ferro no mercado à vista chinês.

Os destaques de alta do Ibovespa foram liderados por Rossi ON, que subiu 5,48%. Em seguida, apareceram B2W (+ 5,28%), Eletrobras ON (+5,25%), MMX ON (4,02%) e BR Foods ON (+3,63%).

A principal queda do índice foi de Marfrig ON, com recuo de 5,33%. Também formaram o ranking Cyrela ON (-4,73%), MRV ON (-3,45%), OGX ON (-2,89%) e Gafisa ON (-2,85%).

Em Wall Street, por volta das 17h55 (horário de Brasília), o Dow Jones avançava 0,64%, enquanto o S&P 500 subia 0,66% e o Nasdaq tinha valorização de 1,20%.

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