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UTIs de hospitais privados de São Paulo já registram lotação total por Covid-19

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.12.2020 - Equipe médica durante cirurgia de broncotomia na UTI para tratamento da Covid-19 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.12.2020 - Equipe médica durante cirurgia de broncotomia na UTI para tratamento da Covid-19 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No pior momento da pandemia da Covid-19 no Brasil, mesmo hospitais de elite de São Paulo começam a dar sinais de colapso, segundo levantamento feito pela reportagem em instituições de saúde privadas nesta terça-feira (2).

O Hospital Israelita Albert Einstein registrou nesta terça ocupação de 99%. Há 158 pacientes com Covid no hospital, dos quais 69 estão na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Já a Beneficência Portuguesa tem mais internados do que vagas na UTI. São 47 vagas de terapia intensiva, mas há 50 internados. Os leitos de enfermaria, para pacientes menos graves, também estão lotados.

Em nota, o hospital afirma que há pacientes aguardando vaga em leitos de transição e isolados dos demais pacientes que necessitam de atendimento de urgência e emergência por outros motivos.

O hospital Samaritano não divulga oficialmente a taxa de ocupação, mas a UTI está lotada, de acordo com funcionários ouvidos pela reportagem. Em nota, o hospital afirmou que opera com capacidade total de atendimento.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz está com lotação máximo nos leitos de UTI de Covid. Todos os 58 leitos intensivos para a doença estão ocupados. Ao todo, há 140 pacientes com Covid no hospital. A ocupação geral do hospital (considerando pacientes com Covid e sem Covid) é de 87%.

O Hospital Sírio-Libanês apresentava no início da manhã desta terça ocupação de 91%. Há 170 pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid, 49 deles na UTI.

A ocupação total de leitos de enfermaria e UTI no HCor é de 88%. Quando aos leitos dedicados exclusivamente à Covid-19 (apartamentos e UTI), a taxa é de 92%.

Para o superintendente corporativo do HCor, o CEO Fernando Torelly, há vários motivos para o aumento dos casos de internação, além do Carnaval: o fato de as pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a doença acharem que já estão protegidas antes de tomarem a segunda dose, o que não é verdade; o relaxamento geral das restrições e a falta de preocupação com a pandemia.

O HCor conta com um Comitê de Contingência que acompanha os casos no pronto-socorro de síndrome gripal.

Na rede São Camilo, a taxa de ocupação de leitos destinados à Covid ficou em 89% nesta terça. "No entanto, como este número tem variado constantemente, novos leitos poderão ser abertos conforme a necessidade", diz o hospital em nota.

Outras redes como a Rede D'Or São Luiz e a Prevent Senior responderam à reportagem que não informam a ocupação de leitos.

Na rede pública, números desta terça da Secretaria Estadual da Saúde apontam que as de ocupação dos leitos públicos de UTI em 75,5% na Grande São Paulo e 74,3% no estado.