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Utilização das centrais da Braskem cai no 2° tri com paradas e falta de matéria-prima

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem viu o uso da capacidade de suas centrais petroquímicas recuar de modo generalizado no segundo trimestre, diante de paradas de manutenção e problemas de fornecimento, segundo dados operacionais preliminares divulgados pela empresa nesta quinta-feira.

A taxa média de utilização das centrais petroquímicas no Brasil caiu de 76% para 74% na comparação anual, enquanto cedeu 12 pontos percentuais ante os primeiros três meses de 2022, com impactos de paradas programas no Rio Grande do Sul e Alagoas, bem como indisponibilidade de matérias-primas em unidades no Rio de Janeiro e São Paulo.

Nos Estados Unidos e na Europa, onde a empresa produz polipropileno, a taxa média de utilização das centrais foi de 81% e 79%, respectivamente, ante 98% e 96% no mesmo período do ano passado e 88% e 89% no primeiro trimestre.

A Braskem disse que nos EUA houve efeito de paradas programadas e não programadas de manutenção, enquanto as unidades na Europa sofreram com menor disponibilidade de matéria-prima.

As plantas de polietileno da Braskem no México ficaram com utilização média de 67%, alta de 9 pontos percentuais em relação a um ano antes, com melhor taxa da operação "fast track". Na base trimestral, porém, houve queda de 13 pontos percentuais, impactada por redução de fornecimento pela petrolífera mexicana Pemex e à parada não programada.

VENDAS

O volume de vendas de resinas da Braskem no Brasil cresceu 11% no trimestre encerrado em junho frente o segundo trimestre do ano anterior, para 879 mil toneladas, mas ficou praticamente estável na antes os primeiros três meses de 2022 (+1%). A petroquímica disse que o avanço na comparação com 2021 deve-se ao aumento de participação de mercado, já que no ano passado houve parada programada em unidade em São Paulo e elevação de volumes de importação.

As vendas dos principais químicos pela Braskem no país subiram 2% na comparação anual, para 725 mil toneladas, mas caíram 11% ante o primeiro trimestre.

As vendas de polipropileno nos Estados Unidos avançaram 4% e 15%, respectivamente, nas bases anual e trimestral, diante de consumo do estoque em meio à estabilidade na demanda. Na Europa, a demanda desaqueceu e as vendas caíram 19% e 15%.

As variações na disponibilidade de polietileno ajudaram as vendas no México na comparação com igual período de 2021, registrando alta de 23%, mas ao mesmo tempo derrubaram os números na base trimestral, com queda de 13%.

(Por Andre Romani)

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