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Utilização da capacidade da indústria sobe ao maior nível desde novembro de 2014, diz CNI

Juliano Basile

A Utilização da Capacidade Instalada da indústria brasileira aumentou 1 ponto percentual em outubro, segundo a confederação A Utilização da Capacidade Instalada da indústria brasileira aumentou 1 ponto percentual em outubro e alcançou 70%, maior nível desde novembro de 2014, quando atingiu 73%, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“A maior utilização da capacidade instalada é fundamental para a aceleração e continuidade da recuperação da economia brasileira, à medida em que estimula novas contratações e investimentos”, apontou a pesquisa.

De acordo com a Sondagem Industrial, a produção do setor também aumentou frente a setembro e atingiu 55,2 pontos em outubro. Segundo a CNI, tradicionalmente a produção costuma crescer neste período do ano. O índice de 55,2 pontos é o maior para o mês desde 2010, início da série histórica. O emprego ficou em 49,5 pontos, muito próximo da linha dos 50 pontos — que divide retração da expansão.

Outro dado positivo de outubro, de acordo com a CNI, foi o ajuste dos estoques. Isso porque o índice de estoque efetivo em relação ao planejado caiu 0,3 pontos no mês passado frente a setembro e ficou em 51,1 pontos no mês passado. Isso indica que os estoques estão praticamente dentro do planejado pelos empresários.

“Cada vez mais aumentos adicionais da demanda irão se traduzir em aumento da produção e da utilização da capacidade instalada, realimentando o processo de recuperação”, afirmou a CNI. Os dados de outubro mostram a aceleração do processo de retomada da atividade industrial.

“A recuperação da atividade industrial segue na esteira da melhora do ambiente econômico, com juros em patamar histórico de baixa e inflação bem comportada, além da aprovação da reforma da Previdência e da gradual recuperação do mercado de trabalho”, disse em nota o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “Tudo isso contribuiu para o reaquecimento do consumo, que também foi estimulado pela liberação de recursos do FGTS”, completou.

Projeções

De acordo com os dados da pesquisa, as expectativas para os próximos seis meses e as intenções de investimentos também melhoraram. Todos os indicadores de expectativas ficaram acima dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas, das exportações e do número de empregados nos próximos seis meses.

Apenas o índice de intenção de investimentos subiu 2,1 pontos em novembro, em relação a outubro e ficou em 56,2 pontos neste mês. Esse indicador é 1,2 ponto maior do que o registrado em novembro de 2018 e está 6,9 pontos acima da média histórica.

Também foi verificado que a intenção de investimentos está maior nas grandes empresas do Brasil, um segmento em que o índice alcançou 62,3 pontos neste mês. Nas empresas médias ele ficou com 55 pontos e, nas pequenas, atingiu apenas 45 pontos.

Essa edição a pesquisa sobre Sondagem Industrial foi feita entre 1º a 12 de novembro com 1.962 empresas. Dessas, 787 são pequenas, 690 são médias e 485 são de grande porte.