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UTI com alto indice de ocupação por Covid-19 é um alerta diante do aumento do número de casos, diz infectologista

·3 minuto de leitura
Foto: Gabriel Monteiro em 25-09-2020 / Agência O Globo

À medida em que a média móvel nos números de casos e mortes tem aumentado no Rio de Janeiro, o governo do estado e a prefeitura da capital anunciaram, nesta segunda-feira, a abertura de 214 leitos para pacientes com Covid-19. De acordo com o boletim divulgado no mesmo dia a taxa de ocupação em toda a rede SUS da capital teve lotação de 87% (485 internados) nas vagas de UTI, onde ficam os casos mais graves, e de 70% (556 pacientes) nas enfermarias. O infectologista da UFRJ Roberto Medronho, em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, afirmou que o índice de ocupação na UTI acima de 90% é um sinal de alerta.

Medronho apontou que a abertura de novas vagas destinadas a pacientes com coronavírus é fundamental, no entanto, destacou ser preciso dar suporte — de pessoal, equipamento e medicamento.

— O grande problema é que o contrato das pessoas que estão lá finda no dia 31 de dezembro. Vão abrir tanto leitos e para isso eu vou contratar tantos profissionais, vou comprar tantos equipamentos. Então, esse plano é fundamental. Ele dá um certo refresco agora. No jeito que estão crescendo os casos, se você olhar a evolução das solicitações na central de regulação, a gente tá aumentando muito. Então, 90% de ocupação de leito em UTI é quase a mesma coisa que dizer não há leitos de UTI porque nunca temos 100%. Porque é sempre uma entrada e saída o tempo inteiro, e aí nunca chega a 100%, 90% é um índice altíssimo.

As festas lotadas, com desrespeito às regras básicas de enfrentamento à pandemia — como uso de máscara e não aglomerar —, são tema de preocupação num momento em que há registro do aumento do número de casos e de internações. Assim como o médico e infectologista Marcos Junqueira do Lago alertou sobre os jovens se tornarem "disseminadores do vírus", Medronho também destacou o papel que têm como vetor de contaminação, podendo afetar gerações de grupos de risco. O infectologista da UFRJ indica a suspensão de eventos com aglomerações:

— Os jovens nas festas, balada, luau na beira da praia, eles se infectam e levam essa infecção para o seu lar. Normalmente, os nosso lares são multigeracionais, e ele infecta pai, mãe, tio, tia, avô, avó. E evoluem para a forma grave e internam. Então, é fundamental que neste momento, eu pessoalmente sugereria que sejam suspensos, todos esses eventos sejam absolutamente suspensos para evitar essas aglomerações.

Nesta segunda-feira (23), o estado do Rio registrou aumento da média móvel pelo 7º dia seguido. Em uma semana, foram contabilizadas 727 mortes em decorrência da Covid-19.

— Em relação aos mais de 700 (mortos), é quase três aviões por semana no estado do Rio. E a gente parece que tem uma fila de todo mundo aglomerado sem máscara para viajar no proximo avião — comparou Medronho. — Passamos por uma grande turbulência na travessia do oceano, conseguimos, estamos chegando na praia. Morreremos na praia?

Ele completou, salientando a complexidade da distribuição da vacina para então imuzinar grande parte da população e evitar o surgimento de novas ondas de contágio ou o repique de alguma:

— Ela (vacina) precisa ser produzida, ser envasada, precisa ser distribuída, precisa de agulha, de seringa. Hoje, não temos como produzir milhões de agulhas e seringas tão rapidamente. Então, é uma logística muito grande. A Anvisa aprovou hoje a vacina, então eu vou sair no dia seguinte e tomar a vacina. Não. Terá um tempo natural porque tem uma logística complexa, ainda mais num país como o nosso, para que a pessoa seja vacinada.