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Usuários fazem campanha por "Instagram original" e rede se manifesta

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O chefe do Instagram, Adam Mosseri, publicou um vídeo em seu perfil oficial no Twitter nesta terça-feira (26) no qual faz alguns esclarecimentos sobre as mudanças recentes da plataforma sobre seu comando. Segundo o executivo, há muita coisa acontecendo e as pessoas estão confusas quanto aos planos da rede social.

"Eu queria abordar algumas coisas em que estamos trabalhando para tornar o Instagram uma experiência melhor", explicou ele. Mosseri disse que estão fazendo muitos testes, mas que ouve as preocupações de todos, por isso resolveu trazer algumas explicações.

O primeiro ponto é o chamado feed full screen (navegação em tela cheia), o qual extingue as publicações quadradas e retangulares do Instagram para adotar um modelo que ocupa a interface inteira. Esse é um modelo voltado para favorecer os vídeos na vertical criados para o Reels.

"Tudo que você já viu ou escutou ainda é um teste. [...] Mas ainda não está bom e nós precisamos encontrar um bom caminho se quisermos levar isso para o resto do Instagram", tranquilizou o profissional.

Fotos continuarão a existir

O feed em tela cheia foi criado para privilegiar vídeos, mas também suporta fotos (embora elas precisem ser tiradas com o celular na vertical) (Imagem: Divulgação/Instagram)
O feed em tela cheia foi criado para privilegiar vídeos, mas também suporta fotos (embora elas precisem ser tiradas com o celular na vertical) (Imagem: Divulgação/Instagram)

Mosseri colocou as fotos como segundo item da sua lista de explicações. Ele explicou que a rede social continuará a suportar fotos, porque é parte da herança do Instagram e que todos amam as imagens estáticas.

"Eu preciso ser honesto: eu acredito que o Instagram terá mais e mais vídeos com o passar do tempo. [...] As pessoas tem compartilhado mais e mais vídeos, mesmo quando ainda não havíamos mudado nada. Então, nós precisamos nos adaptar a essa mudança e continuar a oferecer o suporte a fotos", esclareceu.

O chefão da rede social não comentou sobre a queda no engajamento deste tipo de imagem estática. Embora o Instagram diga que nada mudou, pesquisas mostram como as publicações estáticas do feed passaram a ser entregues para menos pessoas, inicialmente por causa do impulso aos Stories e agora por causa do Reels.

Recomendações de conteúdo

A guia Explorar já trazia recomendações de conteúdo, mas o Instagram começou a expandir isso para o feed (Imagem: Captura de tela/Alveni Lisboa/Canaltech)
A guia Explorar já trazia recomendações de conteúdo, mas o Instagram começou a expandir isso para o feed (Imagem: Captura de tela/Alveni Lisboa/Canaltech)

O terceiro e último ponto ressaltado foi sobre as recomendações algorítmicas, que passarão a mostrar publicações de pessoas, marcas e empresas não seguidas pelo usuário. Este conceito já existia na guia de pesquisa, conhecida como "Explorar", mas também deve ser ampliado para o feed.

O executivo ressalta que a ideia é ajudar as pessoas a descobrir "coisas novas e interessantes" que sequer sabiam existir. "Se você ver algo no seu feed desinteressante, significa que estamos fazendo um trabalho ruim de ranqueamento e precisamos melhorar", pontuou Adam.

Será possível usar o ícone de X para ocultar aquilo indesejado ou configurar a opção para excluir todas as recomendações do algoritmo. Outra solução seria deixar o feed exclusivo de seguidores, assim somente as atualizações dos seus amigos vão aparecer na tela. "Mas nós vamos continuar a tentar melhorar as recomendações porque acreditamos ser esta a forma mais importante e efetiva de ajudar os criadores a alcançar mais pessoas", concluiu.

Traga o velho Instagram de volta!

Embora não tenha mencionado, a resposta de Mosseri serve como um posicionamento acerca do movimento "Make Instagram great again" e similares, que conta com petições online com a solicitação do retorno da plataforma ao formato que a consagrou. Essa campanha é encabeçada por influenciadores digitais e criadores de conteúdo insatisfeitos com os rumos que a mídia social tem tomado para se tornar uma "cópia do TikTok".

As críticas são voltadas principalmente para o formato na vertical em tela cheia, que lembra muito o estilo de navegação do rival chinês. Mas também há foco em pontos como a queda no engajamento das fotos no feed e dos stories para favorecer o Reels, os famosos vídeos curtos inspirados na plataforma da ByteDance.

Há também bastante pressão sobre os bugs recentes que acometem a plataforma. Se você é frequentador assíduo do Canaltech vai notar que toda semana são relatados um ou dois problemas de instabilidade (interrupção no serviço, lentidão, problemas para publicar) e na experiência de uso (posts que desaparecem, stories duplicados, filtros indisponíveis). Isso pode ser um reflexo do imenso conjunto de testes simultâneos que o serviço adotou nos últimos meses.

Mosseri disse que continuará com os preceitos antigos de favorecer os pequenos criadores de conteúdo e de conectar usuários aos seus amigos (ou aos perfis com maior interação) no feed e nos Stories sempre que possível. Mas não se mostrou disposto a desistir da ideia de "tiktokizar" do Instagram, porque o "mundo está mudando" e o Instagram precisa acompanhar esse movimento.

Resta saber como os criadores de conteúdo mais influentes vão reagir ao novo modelo de produção. Além disso, será que a grande base de usuários vai entrar na onda do consumo de vídeos a todo momento? Só o tempo trará as respostas, mas nas redes sociais as reações tem sido fortemente negativas. Confira:

Fonte: Canaltech

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