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USP cria simulador de voo baratinho para estudar reação de pilotos em urgências

·2 min de leitura

Os simuladores de voo são aparelhos muito presentes nas vidas dos pilotos de avião, pois é neles que muitas situações são treinadas para, quando houver necessidade, serem executadas da melhor maneira possível. Mas, mesmo com horas e horas de treinamento, tudo ainda é muito suscetível às reações humanas desses profissionais. Com isso em mente, alunos da USP desenvolveram um simulador capaz de identificar o comportamento dos comandantes em situações de emergência.

O projeto, que teve início na década de 2000, passou por muitas transformações e hoje apenas sua estrutura é utilizada. Nesse meio tempo, foi inserido o cockpit e os programas de computador, que trazem os comandos de voo e sistemas visuais das aeronaves. Todo esse pacote ajuda os pesquisadores a estudarem o comportamento dos pilotos em situações adversas e se eles se sentem intimidados ou mais confiantes.

Segundo Jorge Henrique Bidinotto, professor do Departamento de Engenharia Aeronáutica da EESC-USP e atual coordenador do projeto desenvolvido na universidade, a ideia é que os pilotos profissionais tenham acesso a esse simulador a cada dois anos, para eventuais reciclagens ou atualizações. De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), do total de 1.210 acidentes no contexto da aviação civil brasileira registrados entre 2010 e 2019, 30,7% tiveram fatores humanos decisivos.

(Imagem: Divulgação/EESC-USP)
(Imagem: Divulgação/EESC-USP)

"Periodicamente, normalmente a cada dois anos, eles devem realizar esse tipo de exercício, seja como preparo, seja como uma espécie de reciclagem profissional. É quando o profissional simula determinadas condições de voos e, inclusive, algumas situações de emergência, de modo que não fique ou não se sinta desabituado ao voar em certas condições ou ao agir em uma emergência" disse Bidinotto, em comunicado da EESC.

Segundo o EESC, o simulador desenvolvido pelos alunos do departamento é equivalente aos utilizados por grandes empresas aéreas no treinamento de seus pilotos, com o diferencial de custar 90% menos. Segundo o professor Bidinotto, os custos operacionais dessas companhias poderiam ser bem reduzidos caso o aparelho da USP seja utilizado por elas no futuro.

(Imagem: Divulgação/EESC-USP)
(Imagem: Divulgação/EESC-USP)

"A tecnologia empregada no simulador tem potencial para ser comercializado para empresas aeronáuticas ou linhas aéreas, que costumam comprar simuladores a custos altíssimos. Seria uma alternativa mais atrativa para elas, uma vez que esse equipamento poderia ser vendido por um preço muito mais acessível, o que nos colocaria em situação de concorrência, algo que inexistia até então", conclui Bidinotto.

Fonte: Canaltech

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