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Uso do Windows 10 cresce apenas 4%, mesmo com fim do Windows 7

Felipe Demartini

Os primeiros dias do fim do ciclo de vida do Windows 7 não apresentaram o resultado esperado para a Microsoft. Enquanto a empresa incentiva e espera que seus usuários, principalmente os do setor corporativo, migrem para o Windows 10, a verdade é que apenas uma pequena parcela deles fez isso antes do encerramento das atualizações, que foram finalizadas em meados de janeiro.

De acordo com os dados da NetMarketShare, consultoria que analisa mensalmente o mercado de software, o Windows 10 apresentou crescimento de pouco menos de 4%, saindo de 53,3% em dezembro de 2019 para 57% em janeiro. Na mesma medida está a movimentação do Windows 7, que deixou a marca dos 29,5% para finalizar o primeiro mês de 2020 com 25,6%.

Pode-se argumentar que ainda é cedo para afirmar qualquer coisa e que os números da consultoria também incluem o mercado consumidor, cujo ritmo de atualização é bem mais lento que o do mercado corporativo. Ainda assim, e por mais que a Microsoft não tenha falado sobre suas expectativas de conversão, não dá para imaginar que, dentro da empresa, a ideia deve ser de que muito mais era esperado dessa mudança.

Por um lado, o fluxo está acontecendo e pode se intensificar nos meses seguintes, na medida em que o parque tecnológico das empresas vai sendo atualizado, bem como os computadores pessoais dos usuários. Por outro lado, ter um quarto de sua base de usuários convivendo com um sistema operacional defasado e legado não é exatamente a situação ideal para a empresa de Redmond.

Chama a atenção, ainda, a persistência de edições ainda mais antigas na lista. O Windows 8.1 ainda retém 3,38% de usuários, um total maior até mesmo que o do macOS, que tem 3,12%. Por fim, o todo poderoso Windows XP ainda resiste com sua pequena fatia de 1,96%, que praticamente se mantém inalterada a cada relatório da NetMarketShare por, em grande parte, estar presente em sistemas legados nos quais muitas empresas não querem nem mexer, mesmo sabendo dos riscos de segurança envolvidos na manutenção da plataforma com mais de uma década de existência.

Por outro lado, nem só de notícias decepcionantes é feito o relatório da consultoria. O navegador Edge ganhou espaço no mercado, chegando a 7,02% de utilização contra os 6,07% registrados em dezembro, uma amostra que as campanhas de divulgação dentro do próprio Windows e a conversão para uma arquitetura baseada no Chromium podem estar dando certo.

Mesmo assim, o mercado de navegadores ainda é do Chrome, que teve uma queda de pouco mais de 1% em janeiro — deixando a marca dos 68% para fechar o mês com 66,9%. Por fim, modesto aumento no número de usuários do Firefox, que ganhou 0,15% no período.

Fonte: Canaltech

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