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Uso de vacina da Astra diminui na Ásia por questões de segurança

Michelle Cortez
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Países da Ásia-Pacífico têm suspendido a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca ou restringido o uso, uma medida que pode atrasar a imunidade na região devido a preocupações sobre o risco de raros coágulos sanguíneos associados ao imunizante.

Depois de orientar contra o uso da vacina em pessoas com menos de 50 anos e dizer que as remessas da Europa não chegariam a tempo, o governo australiano voltou atrás na promessa de que todos no país receberiam a primeira dose até outubro.

Em Hong Kong, autoridades disseram que já não esperam receber suprimentos da vacina que encomendaram da farmacêutica britânica este ano, pois a cidade planeja usar os imunizantes da BioNTech e Sinovac.

Embora a Coreia do Sul tenha dito que retomaria a vacinação com o imunizante da AstraZeneca nesta semana após uma suspensão, o uso será limitado a pessoas entre 30 e 60 anos.

O uso cada vez menor reflete problemas na Europa, onde foi identificada uma possível associação entre a vacina da AstraZeneca e raras ocorrências de trombose no cérebro, acompanhadas por baixos níveis de plaquetas. Na Ásia, onde a contenção do coronavírus teve mais êxito e as pessoas não correm um alto risco de contrair ou morrer por causa da Covid-19, a resistência à vacina pode ser ainda mais forte.

“Quando alguns reguladores estrangeiros dizem que os benefícios ainda podem superar o risco, estão se referindo a uma situação em que a vacina ainda pode potencialmente salvar mais vidas das mortes relacionadas à Covid-19 do que as perdidas devido a essa síndrome”, disse Nikolai Petrovsky, professor da Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade Flinders, no sul da Austrália.

“No contexto da Austrália, onde atualmente não temos mortes por Covid-19, a relação risco-benefício da vacina da AstraZeneca é muito diferente, especialmente quando outros imunizantes estão potencialmente disponíveis e não parecem compartilhar esse risco.”

Como na Austrália, as mortes por Covid-19 em economias asiáticas como China, Cingapura e Taiwan estão próximas de zero no momento.

Taxas de vacinação mais baixas têm implicações para a imunidade de rebanho global. Os países só estarão seguros quando um número suficiente de pessoas tiver proteção devido à infecção natural ou vacinação, e o coronavírus não for mais capaz de se espalhar facilmente. Até esse dia, permanece o risco de que novas variantes surjam com a mutação do patógeno, potencialmente anulando a imunidade adquirida com a exposição anterior.

A situação da Coreia do Sul é um reflexo do dilema enfrentado por governos cuja estratégia de suprimento depende da vacina da AstraZeneca. Na primeira fase de vacinação de residentes de asilos, pacientes de hospitais e profissionais de saúde da linha de frente, a vacina respondeu por cerca de 90% dos mais de 1 milhão de doses administradas até agora.

Na semana passada, o governo suspendeu temporariamente o uso da vacina em pessoas com menos de 60 anos por causa do risco de trombose. Posteriormente, informou que, entre três casos de coágulos sanguíneos identificados após a vacinação com a Astra, dois não estavam ligados ao imunizante. Um terceiro não se enquadra na definição de efeito colateral da Agência Europeia de Medicamentos, uma vez que o paciente não apresentou redução dos níveis de plaquetas.

Os reguladores determinaram que os benefícios da vacina não superam o risco de raros coágulos sanguíneos em pessoas com menos de 30 anos e continuarão a monitorar de perto a segurança dos que ainda receberão o imunizante.

O governo de Hong Kong disse que não precisa das doses da AstraZeneca que seriam entregues no segundo semestre. A cidade já tem vacinas suficientes e está em negociações com fornecedores para adquirir uma nova geração de imunizantes que protegerá melhor contra as novas variantes.

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©2021 Bloomberg L.P.