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Uso de spywares para Android aumentou mais de 40% em um ano

·2 minuto de leitura

Enquanto muitos malwares tem o objetivo de roubar dados pessoais ou bloquear o acesso a arquivos para exigir dinheiro, há aqueles que desempenham a função de espionar as atividades de outras pessoas. Conhecidas como spywares, essas ferramentas muitas vezes são usadas por pessoas muito próximas ao alvo, que não faz ideia de que tem seus passos e atividades vigiados de perto.

Um estudo de telemetria feito pela ESET mostra que há uma tendência preocupante de crescimento no uso de softwares do tipo em dispositivos com o sistema Android. Em 2020, houve um aumento de 48% em relação aos dados registrados em 2019, o que indica um crescimento considerável no número de pessoas que estão sendo monitoradas, muitas vezes sem saber disso.

Imagem: Divulgação/ESET
Imagem: Divulgação/ESET

Além de fornecer informações sobre a localização das vítimas (obtidas a partir de dados de GPS), os spywares podem acessar conversas, imagens, o histórico de navegadores e mais. Além de armazenar os dados roubados, eles também podem transmiti-los para outros locais — que podem ser desde um cônjuge ciumento e inseguro até um chefe ou colega de trabalho.

Spywares acompanham várias brechas de segurança

Conforme mostra a ESET, não é difícil encontrar softwares do tipo sendo comercializados na internet com a promessa de proteger crianças ou fiscalizar as atividades de empregados. Uma análise conduzida em 86 aplicativos de desenvolvedores diferentes revelou falhas de segurança graves em todos eles, sendo que 58 deles apresentavam um total de 158 brechas de privacidade que podiam trazer impactos sérios sobre a vítima, o espião e o fornecedor do spyware.

Consultados pela empresa, somente seis criadores consertaram as falhas — 40 não deram respostas, 7 prometeram melhorias que ainda não chegaram e um se recusou a tomar atitudes. A empresa afirma que o estudo deve servir como um alerta para qualquer pessoa que deseja usar um spyware a seu favor — além das implicações éticas envolvidas, também há grande risco de o comprador sair tão ou mais prejudicado que seu alvo.

Fonte: Canaltech

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