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Uso de precatórios para o Renda Cidadã não saiu do Ministério da Economia, diz Afif

Estevão Taiar
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Assessor especial da pasta classificou a proposta como "esdrúxula" e reforçou a oposição de Guedes à medida O ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrário à ideia de limitar o pagamento de precatórios como forma de financiar o Renda Cidadã, garantiu hoje o assessor especial da pasta, Guilherme Afif Domingos. Ele classificou a proposta como "esdrúxula" e que "não tem cabimento". "Posso dizer com toda a certeza que a posição do ministro é negativa. Nós não vamos postergar dívida para arrumar dinheiro para fazermos programas sociais", disse em entrevista coletiva no lançamento do Programa de Retomada Fiscal, implantado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). "Esses programas vão ter um cunho permanente e essa postergação de dívida é provisória", o que geraria um descasamento, de acordo com ele. Afif admitiu que o assunto "bateu" no Ministério da Economia, mas afirmou que a proposta não saiu da pasta. Ele disse que o órgão chamou a atenção para "o crescimento vertiginoso" das despesas com precatórios previsto para o ano que vem. Mas reforçou que a pasta não foi a responsável pela proposta. "Quero deixar bem claro, que eu acompanhei perante o ministro. São propostas que não saíram do ministério", disse. O assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif, negou que a pasta tenha sido responsável pela ideia dos precatórios Jorge William/Agência O Globo