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Usina da Brookfield no Brasil fecha contrato por "seguidor solar" com Nextracker

·2 minuto de leitura
Usina de energia solar equipada com "trackers", que permitem que painéis acompanhem a luz do sol para aumentar a produtividade

SÃO PAULO (Reuters) - Um projeto de geração de energia solar da Elera Renováveis, unidade do grupo canadense Brookfield no Brasil, fechou acordo com a fabricante de equipamentos Nextracker visando a compra dos chamados "seguidores solares" para o empreendimento, informou a fornecedora nesta terça-feira.

A fase I do complexo solar de Janaúba, em Minas Gerais, terá 830 megawatts em capacidade instalada e será construída pela Andrade Gutierrez, contratada pela Elera para a obra em regime EPC, que inclui engenharia, gestão de compras e construção.

Os seguidores, ou "trackers", em inglês, são equipamentos que fazem inclusive uso de inteligência artificial para permitir que os painéis fotovoltaicos de uma usina acompanhem o sol ao longo do dia, o que geralmente aumenta a produtividade entre 20% e 30%, explicou à Reuters o diretor de vendas da Nextracker para o Brasil, Nelson Falcão.

Fundada em 2013 no Vale do Silício, nos Estados Unidos, a Nextracker fornece as estruturas físicas e os softwares que controlam o movimento dos painéis.

"No mundo todo, temos cerca de 50 gigawatts em nossa carteira global, entre projetos já instalados e em construção. E aqui no Brasil entre contratados e construídos já estamos bem próximos de 2 gigawatts", disse Falcão.

No Brasil, a empresa atua desde 2015. Ela produz os "trackers" em uma unidade em Sorocaba (SP), com uso de componentes locais de forma a permitir que eles sejam credenciados para financiamento pelo banco estatal BNDES.

"Esse contrato mais recente também vai ser financiado dessa forma e vai ter uma parte dos materiais fabricados no Brasil", afirmou Falcão, que não abriu os valores do negócio para fornecer ao projeto da Elera.

O empreendimento em Minas Gerais deve entrar em operação no início de 2022.

MERCADO AQUECIDO

O projeto solar da Elera vai vender a produção no chamado mercado livre de eletricidade, onde grandes empresas como indústrias negociam diretamente suprimento e preços com fornecedores do setor de energia.

Essa, aliás, é uma tendência no setor, principalmente após o governo ter cancelado leilões estatais para viabilização de novas usinas previstos para 2020, diante das incertezas geradas pelo coronavírus, disse Falcão, da Nextracker.

Atualmente, o Brasil possui pouco mais de 8 gigawatts em instalações solares, entre usinas de grande porte e sistemas menores, conhecidos como geração distribuída.

"Imaginamos que nos próximos três a quatro anos esse valor possa até dobrar. Então o crescimento é bem forte, e basicamente impulsionado por esse sistema de negociação que é o mercado livre", afirmou o diretor.

"Obviamente, leilões do governo são sempre bem-vindos, porque o volume é grande, mas a previsão do mercado continua sendo de crescimento exponencial, pelo menos nesse horizonte. O fato de os leilões terem sido postergados não chega a diminuir o mercado solar."

Em 2020, a fonte solar foi a que teve maior expansão de capacidade no Brasil, superando todas outras formas de geração se consideradas tanto as usinas de grande porte quanto instalações de placas fotovoltaicas em telhados ou terrenos.

(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)