Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.797,30
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    16.989,55
    -37,99 (-0,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Usiminas vê sobreoferta de aço da China e tendência de queda de custo no 4º tri

Funcionário trabalha no alto-forno da siderúrgica Usiminas

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado internacional está com excesso de oferta de aço por siderúrgicas da China, que têm praticado margens negativas, e pressionado os preços da liga no exterior, afirmaram executivos da Usiminas nesta sexta-feira.

A companhia no momento trava negociações de contratos de fornecimento com montadoras de veículos para o próximo ano e avalia que o nível de reajuste nos preços não será tão intenso quanto o ocorrido no início deste ano em que houve aumentos de 60% a 70%.

"A situação atual do mercado é desafiadora e o setor siderúrgico está com margens comprimidas com sobreoferta de produto chinês com margens negativas", disse o diretor comercial da Usiminas, Miguel Camejo, em teleconferência com analistas.

A companhia divulgou mais cedo queda no lucro do terceiro trimestre sobre um ano antes, pressionada por alta de custos, mas o desempenho veio acima do esperado pelo mercado.

Apesar disso, as ações da principal fornecedora de aço para o setor automotivo do Brasil exibiam queda de 4,3% às 14h20, enquanto o Ibovespa recuava 0,3%.

Com a pressão externa, produtores nacionais têm mais dificuldade para impor reajustes de preços a seus produtos. Nesta semana, o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, citou um mercado nacional reticente diante da expectativa em torno das eleições e disse que os preços da liga no país tendem a ficar estáveis no final deste ano, "com viés de queda".

"Não faz sentido tomarmos isso (preços praticados pela China) como referência...Temos 60 dias para concluirmos as negociações com as montadoras e vamos chegar a acordos para continuarmos sendo o fornecedor mais importante para o setor automotivo", disse Camejo. Ele acrescentou que o preço médio dos produtos da Usiminas em setembro ficou 5% abaixo da média do terceiro trimestre.

A situação manterá a Usiminas, que tradicionalmente foca no mercado interno, na busca por exportações no quarto trimestre, até pela sazonalidade, visto que montadoras já estão anunciando férias coletivas para o final de dezembro. "Estamos focados em produtos de alto valor agregado para termos margens mais razoáveis no mercado de exportação", disse Camejo.

A Usiminas iniciou no terceiro trimestre o processo de formação de estoque de placas de aço para lidar com a reforma geral do enorme alto forno 3 da usina em Ipatinga (MG). O equipamento será paralisado em abril e a reforma vai levar 110 dias, disseram executivos da companhia.

Mas o diretor financeiro da Usiminas, Thiago Rodrigues, afirmou que a companhia, que elevou o estoque em 83 mil toneladas no terceiro trimestre, espera uma redução no custo de aquisição de placas nos três últimos meses do ano.

Até o final de dezembro, disse Camejo, a Usiminas deverá ter montado 50% do estoque de placas que estima que vai precisar para atender a demanda durante a parada do alto forno 3, que vai impactar a produção do equipamento em 650 mil a 700 mil toneladas.

Rodrigues afirmou que a alavancagem da empresa, que terminou setembro em 0,14 vez ante 0,05 vez no segundo trimestre, vai subir em 2023 por conta dos investimentos no alto forno e na montagem do estoque, mas que a relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado não vai superar os covenants de 3,5 vezes estabelecidos junto a credores.

(Por Alberto Alerigi Jr.)