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Usando acervo de loja de tecidos, artista reproduz calçadão de Copacabana com botões de madrepérolas e cristais Swarovski

·2 min de leitura

RIO — O artista plástico Walter Goldfarb ganhou uma herança que não tem preço: todo o acervo da Nuance, loja de tecidos que por quase cinco décadas emprestou charme e sofisticação a Copacabana e fechou as portas em 2002. Transformou tecidos, botões, cristais, chapéus europeus, adereços carnavalescos, rendas, paetês e bordados em obras de arte que estão expostas em seu ateliê, na Glória, no evento “Modernos eternos”.

— Recebi sete caminhões de material. Fiquei com medo de tocar nas peças, de tão sagrado que era tudo aquilo. Para mim, é uma honra e uma responsabilidade muito grande. Eu me sinto um embaixador da memória que Elisabete (Chreem, dona da Nuance) construiu — afirma Goldfarb, que mora em Botafogo.

Entre as obras de maior de destaque está uma reprodução do calçadão de Copacabana que ele confeccionou com botões de madrepérolas e botões de cristais Swarovski pretos. O trabalho foi feito sobre caixas de acrílico com a logomarca da Nuance, criada pelo publicitário Armando Strozenberg.

— Nasci e passei a infância e a adolescência em Copacabana. A Nuance foi um ícone do bairro, que completa 130 anos no ano que vem. Quis prestar essa homenagem — diz o artista, que é amigo da família de Elisabete há 45 anos.

Ela conta que o considera um filho e que sentiu nele a possibilidade de o acervo da Nuance ganhar vida:

— Estou deslumbrada com a criatividade dele. E me sentindo leve, feliz e realizada com tudo isso. Saímos do cotidiano e fomos parar no museu. A Nuance merecia ter sua memória preservada desta forma.

Curador da mostra “Modernos eternos”, que tem como base o Museu da Moda/Casa Zuzu Angel e foi prorrogada até o dia 30, Sérgio Zobaran destaca que a obra de Goldfarb resgata a memória da alta costura feita no Brasil.

— Ele soube trabalhar a moda com a liberdade que a só a arte pode dar — resume Zobaran, acrescentando que a mostra reúne ainda Dudu Garcia e Roma Drummond, outros dois artistas plásticos que também usaram tecidos como matéria-prima.

A exposição de Goldfarb está aberta de quarta a sábado, das 13h às 15h. A visitação é gratuita e deve ser agendada pelo WhatsApp 99626-4343.

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