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Urnas eletrônicas reúnem dispositivos de segurança e permitem auditoria: conheça os principais mecanismos

·3 minuto de leitura
  • Bolsonaro vem insistindo em ataques às urnas eletrônicas e põe em risco a realização das eleições em 2022

  • Bolsonaro agora é investigado no inquérito das fake news no STF e em outro na Justiça Eleitoral

  • Após ataques, TSE desenvolveu diversas campanhas de comunicação para esclarecer possíveis dúvidas dos eleitores sobre o sistema de voto eletrônico

As urnas eletrônicas, que entraram na mira do presidente Jair Bolsonaro, contam com cerca de 30 camadas de segurança para garantir a integridade do processo eleitoral. O chefe do Executivo levanta suspeitas sobre o resultado dos pleitos de 2014 e 2018 mesmo após ser desmentido, reiteradamente, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro agora é investigado no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF) e em um inquérito administrativo na Justiça Eleitoral para apurar os ataques sem provas que ele vem fazendo ao sistema eletrônico de votação.

Na esteira da escalada de tensões, o TSE desenvolveu diversas campanhas de comunicação para esclarecer possíveis dúvidas dos eleitores sobre o sistema de voto eletrônico. Em vídeos e entrevistas, Barroso reafirmou que “o sistema é seguro, transparente e auditável”. 

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O ministro afirma também que existem diversos mecanismos de segurança - como o boletim de urna, impresso ao final da votação, e o Registro Digital do Voto -, além da participação de partidos e órgãos como a Polícia Federal, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil em momentos críticos do processo. Conheça os principais mecanismos de segurança das urnas eletrônicas:

Por que a urna é confiável?

Há cerca de 30 camadas de segurança protegendo a integridade do processo eleitoral, de mecanismos digitais a lacres físicos (no software que será usado e na própria urna, por exemplo). Um teste público de segurança é realizado a cada eleição, momento em que especialistas em tecnologia da informação tentam invadir os sistemas, e eventuais vulnerabilidades são corrigidas. Qualquer tentativa de executar um software ou aplicativo externo ao funcionamento da urna bloqueia todo o sistema. No dia da eleição, há um teste de integridade, em que urnas são sorteadas aleatoriamente. Um processo de votação é simulado — e todo gravado em vídeo —, e os voluntários registram os votos na urna e em cédulas de papel. Os resultados são comparados em seguida. Também não há conexão com a internet, e os dados de cada urna são enviados para o TSE em rede própria, criptografados.

Quais são os mecanismos de auditoria?

Antes do início da votação, é impresso um comprovante chamado de zerésima, evidenciando que nenhum voto está registrado. Após a votação, é impresso um novo comprovante, chamado de boletim da urna, com o resultado — uma cópia é afixada na seção eleitoral e outras são distribuídas a representantes de partidos políticos. Caso algum candidato veja necessidade, é possível comparar os boletins individuais das urnas com o resultado final contabilizado pelo TSE. Há ainda o registro digital do voto, que permite a recontagem e está disponível a todos os partidos. Este arquivo, assim como os outros que compõem a urna, não podem ser modificados. Cada ação na urna (o horário em que é ligada, por exemplo) fica registrada em outro arquivo, conhecido como log.

Já houve fraude?

Não houve uma fraude nos 25 anos de uso das urnas eletrônicas. Nunca houve divergência entre a totalização feita pelo TSE e a soma dos resultados registrados em cada urna.

Por que Bolsonaro insiste em lançar dúvidas sobre a segurança das urnas?

Especialistas e políticos veem na insistência do discurso uma tática para mobilizar a base bolsonarista, em um momento em que as pesquisas registram a queda de popularidade do presidente e mostram que a maioria da população rejeita a conduta do governo federal na pandemia.

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