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Universidades nos EUA começam a oferecer aulas de TikTok

Aulas tem como objetivo ensinar os estudantes a melhorarem sua presença no TikTok (Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images)
Aulas tem como objetivo ensinar os estudantes a melhorarem sua presença no TikTok (Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images)
  • Cursos tem como objetivo ajudar os alunos a melhorar suas presenças digitais;

  • Em um semestre, alunos da turma da Duke University ganharam 145 mil seguidores no TikTok;

  • Tarefas consistem em analisar tendências e discutir porque um vídeo deu certo ou não.

Na Duke University, no estado da Carolina do Norte, nos EUA, cerca de trinta estudantes estão se reunindo para uma das últimas aulas do período letivo. Só que em vez de estudarem para as provas finais, eles estão gravando vídeos do TikTok.

Em um mundo em que uma carreira lucrativa como estrela nas redes sociais vem se mostrando valiosa para alguns do que um diploma, as universidades estão tendo que se adaptar para continuarem ajudando seus alunos a conseguirem sucesso no mercado. Para isso, elas vêm lançando cursos que ajudam os estudantes a melhorar sua presença no mundo virtual.

A aula é oficialmente chamada como "Building Global Audiences", ou "Construindo Audiências Globais" em tradução livre, mas é mais conhecida como "classe TikTok" pelos discentes da Duke. Nesse último semestre, os alunos da turma do professor Aaron Dinin ganharam coletivamente 145.000 seguidores e 80 milhões de visualizações para os vídeos que produziram.

É o caso de Natalia Hauser, aluna do segundo ano da classe, que tem cerca de 227.000 seguidores, com cerca de 12.000 ganhos durante o semestre. Sua conta no TikTok (@natisstyle) a ajuda a gerar de US$ 1.000 a US$ 7.000 por mês por meio de parcerias com marcas como Barnes & Noble, Macy's, Canon e Pepsi. Às vezes, ela pode ganhar até US $ 5.000 por um único post.

Na aula de Aaron, os alunos comparam análises e metas para suas contas e discutem porque certas publicações têm um desempenho bom ou não. As tarefas envolvem o uso de uma tendência atual do TikTok como inspiração para um vídeo relacionado e, em seguida, compartilhar o produto final com os colegas. Eles podem filmar seus próprios vídeos durante o horário de aula ou passar algum tempo divulgando as marcas.

Os alunos às vezes aproveitam sua presença online para conseguir empregos. Ben Chipman (@benchipman5), que faz vídeos sobre seu estilo e vida universitária, conseguiu um estágio no LinkedIn em Nova York neste verão, em parte por causa de sua experiência na construção de uma marca pessoal.

Dados da empresa de pesquisa Statista mostram que a economia global de influenciadores mais que dobrou desde 2019 e valeu um recorde de US$ 13,8 bilhões em 2021. É claro que a maioria dos usuários do TikTok não ganha nada com suas postagens, e aqueles que procuram parcerias com marcas geralmente lutam para ganhar mais de algumas centenas de dólares aqui e ali.

Brianna Seaberg (@briseaberg) começou na University of Southern California com a intenção de buscar um emprego na área de negócios da indústria do entretenimento. Mas depois de ingressar na USC Reach, um clube dirigido por estudantes para aspirantes a influenciadores, ela vê um futuro na criação de conteúdo em tempo integral.

Nos últimos anos, a Escola de Comunicação e Jornalismo da USC vem orientando seu currículo para treinar os alunos a serem bem-sucedidos em um mundo cada vez mais digital, inclusive como influenciadores.

Seaberg começou a fazer algumas das aulas que ajudam os alunos a construir sua marca pessoal. Um curso que ela fez sobre o poder da persuasão a ajudou a negociar um patrocínio de US$ 1.000 com o Papa John's. A veterana disse que ganhou mais de US$ 20.000 em cerca de oito meses, fechando acordos de patrocínio de até US$ 5.000 com grandes empresas, incluindo H&M, CoverGirl e Amazon.

“Comecei a ver muitas pessoas no clube ganhando dinheiro com acordos de marca e fazendo conteúdo patrocinado – isso me abriu os olhos”, disse ela. “Criar conteúdo para marcas não me deu apenas liberdade financeira, mas liberdade na minha vida para poder fazer mais coisas.”

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