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Universidade de Oxford busca voluntários para testar vacina contra o Ebola

·3 min de leitura

Na busca por soluções contra os surtos do Ebola, pesquisadores da Universidade de Oxford recrutam voluntários para os testes de uma potencial vacina contra o vírus, a ChAdOx1 biEBOV. O estudo clínico é de Fase 1 e avaliará a resposta imunológica e a segurança de um imunizante desenvolvido contra as subespécies do Zaire e do Sudão.

No total, os pesquisadores esperam selecionar 26 participantes para o estudo. Estes indivíduos devem ser saudáveis e terem entre 18 e 55 anos. Por enquanto, os testes envolvem uma única dose do imunizante contra o Ebola, mas isso ainda pode mudar. Após a vacinação, os participantes serão monitorados por até seis meses, através de uma série de visitas da equipe. Dessa forma, os primeiros resultados já são esperados para o segundo trimestre de 2022.

Universidade de Oxford testa vacina contra o Ebola com mesma tecnologia adotada pela fórmula contra o coronavírus (Imagem: Reprodução/Francescosgura/Envato)
Universidade de Oxford testa vacina contra o Ebola com mesma tecnologia adotada pela fórmula contra o coronavírus (Imagem: Reprodução/Francescosgura/Envato)

Ebola ainda é uma ameça

Vale explicar que a Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose, na qual o morcego é o reservatório mais provável. De acordo com o Ministério da Saúde, "é uma doença grave, muitas vezes fatal e com taxa de letalidade que pode chegar até os 90%". Até hoje, não há registros de casos da doença no Brasil.

O agente infeccioso da doença é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus. Esse vírus foi descoberto em 1976, quando surtos ocorreram no sul do Sudão e norte da República Democrática do Congo, próximo ao Rio Ebola — mesmo nome dado ao patógeno.

Hoje, são conhecidas cinco subespécies de vírus, sendo que quatro delas afetam humanos. Elas são: vírus Ebola (Zaire ebolavirus); Vírus Sudão (Sudan ebolavirus); Vírus Taï Forest (Tai Forest ebolavirus), vírus Bundibugyo (Bundibugyo ebolavirus) e vírus Reston (Reston ebolavirus). O último é conhecido por afetar somente animais.

Mesmo que os primeiros casos sejam dos anos 1970, surtos da doença continuaram a ocorrer, principalmente, na África. "O surto de doença do vírus Ebola de 2014-2016 na África Ocidental custou mais de 11 mil vidas e teve um efeito catastrófico nos sistemas [locais] de saúde", explica Teresa Lambe, uma das cientistas do atual estudo e parte da equipe que desenvolveu a vacina Covishield (AstraZeneca/Oxford) contra a covid-19.

"Surtos esporádicos de ebolavírus ainda ocorrem nos países afetados, colocando em risco a vida de indivíduos — especialmente profissionais de saúde da linha de frente. Precisamos de mais vacinas para combater esta doença devastadora", completa Lambe sobre a importância da iniciativa.

Como funciona a potencial vacina contra Ebola?

A potencial vacina contra o Ebola se baseia na mesma tecnologia e no mesmo vetor viral adotados pelo imunizante da AstraZeneca/Oxford contra a covid-19. Dessa forma, o atual imunizante é baseado no vírus ChAdOx1 — uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum (adenovírus) — que foi geneticamente modificado para não se replicar em humanos. Dentro dele, é inserido da informação genética das subespécies do Ebola contra as quais se planeja imunizar.

"Projetamos nossa nova vacina para atingir as duas espécies de vírus que causaram quase todos os surtos e mortes de ebolavírus, e agora esperamos testar isso na Fase 1 dos ensaios clínicos", afirma o pesquisador Daniel Jenkin.

Diferente das outras fórmulas disponíveis, a solução desenvolvida é multivalente, ou seja, protege contra diferentes tipos do vírus. "A necessidade de uma vacina multivalente, aprovada para uso contra várias espécies de Ebolavírus, permanece não atendida", detalha Jenkin.

Neste ano, a Johnson & Johnson divulgou os resultados iniciais de uma vacina contra o Ebola, testada tanto em crianças quanto em adultos. De acordo com a pesquisa, as duas doses do imunizante produziram uma forte resposta imunológica contra a doença em pessoas com mais de um ano.

Fonte: Canaltech

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