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Unilever boicota Facebook contra discurso de ódio na plataforma

Unilever é a mais recente empresa a integrar boicote ao Facebook. (Foto: Robin Utrecht/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A gigante multinacional Unilever anunciou que vai interromper seus anúncios pagos no Facebook, no Instagram e no Twitter em 2020. Assim, a Unilever – dona de marcas como Omo, Axe, Hellmann's, Knorr e Lipton, junta-se a outras empresas, como North Face, Patagonia e Verizon, que interromperam de alguma forma seus anúncios pagos nessas redes sociais. 

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O movimento faz parte de um boicote organizado por órgãos americanos da sociedade civil ligados a justiça racial e combate à propagação do discurso de ódio na internet. 

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Essas ONGs e empresas reclamam que Facebook e Twitter não estão se esforçando o bastante para evitar a propagação de discurso de ódio em suas plataformas. Em um momento de intensa polarização política, as marcas temem que suas imagens possam ser associadas de alguma forma a esse tipo de conteúdo tóxico. 

Recentemente, por exemplo, a campanha do presidente americano Donald Trump veiculou uma propaganda paga com um símbolo associado ao nazismo na Alemanha. Outro anúncio de um radical de direita sugeria que as pessoas deveriam atirar em manifestantes.

O Facebook divulgou nota dizendo que “investe bilhões” em tecnologia que detecta automaticamente e remove discursos de ódio, além de ter banido centenas de usuários ligados a movimentos de supremacia branca. Mas que “continuará dialogando” e trabalhando para ter resultados melhores. No mesmo sentido, o Twitter diz “respeitar” a decisão das marcas, e que continua obtendo feedback para alinhar suas melhores práticas.

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