Unilever vai mandar consumidores ao espaço


Em uma das mais audaciosas campanhas publicitárias da história, a Unilever pretende enviar 22 pessoas em uma viagem espacial, incluindo um brasileiro, para divulgar a marca de desodorante Axe. Qualquer pessoa pode participar e o processo de escolha ocorrerá ao longo deste ano, em 60 países.

O astronauta Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua e garoto-propaganda do projeto denominado Axe Apollo, em alusão à missão espacial da Nasa dos anos 1960 e 70, afirma que não são necessários muitos atributos para fazer a viagem. "Basta saber apertar os cintos de segurança, não ter problemas cardíacos, medo de altura ou claustrofobia", disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Além disso, de acordo com Aldrin, "haverá o treinamento" no Global Space Camp, na Flórida, depois de um processo de escolha que começará pela internet a partir desta quinta-feira. Todas as pessoas poderão se inscrever nesta primeira etapa de seleção com votação em redes sociais.

Os oito consumidores brasileiros com maior número de votos, segundo as regras da campanha publicitária, farão testes físicos e psicológicos na Axe Apollo Space Arena, em São Paulo, no dia 18 de maio. Os dois com melhores resultados serão enviados para Orlando (Flórida), no Global Space Camp, onde será selecionado o grupo final para ir ao espaço, incluindo o brasileiro.

O preço da campanha, certamente uma das mais caras já implementadas pela Unilever, não foi divulgado. "Essa é a maior e mais ambiciosa campanha da marca em 30 anos", disse Tomas Marcenaro, vice-presidente global da Axé.

Os premiados farão um voo sub-orbital, a 100 km de altura, ultrapassando a barreira do som, com o veículo espacial SXC Lynx, da empresa Space Expedition Corporation’s (SXC). Em alguns países, o desodorante da empresa leva a marca Lynx.

A campanha da Unilever se encaixa na atual política do governo americano de incentivar a iniciativa privada a realizar viagens espaciais. Os ônibus espaciais foram aposentados e os astronautas dos EUA atualmente dependem de carona dos russos para irem ao espaço. "Era natural que a próxima etapa das viagens espaciais incluíssem passageiros", afirmou Aldrin à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Carregando...