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Unigel investe US$120 mi em fábrica de hidrogênio verde na Bahia

Por Letícia Fucuchima

SÃO PAULO (Reuters) - A Unigel divulgou nesta segunda-feira planos para construir uma fábrica de hidrogênio verde no polo industrial de Camaçari, na Bahia, com investimento inicial de 120 milhões de dólares, em uma das maiores iniciativas anunciadas no país para desenvolver a nova tecnologia.

A planta do combustível produzido a partir de energia elétrica renovável deve entrar em operação até o final de 2023 e será uma das maiores em operação do mundo, segundo a Unigel.

A primeira fase do projeto prevê uma capacidade de produção de 10 mil toneladas por ano de hidrogênio verde.

Esse volume deve ser convertido em 60 mil toneladas de amônia verde, substância que poderá ser usada como matéria-prima para produção de fertilizantes e acrílicos, ou vendida diretamente a clientes que buscam "descarbonizar" as operações.

A companhia vê demanda para o produto nas duas frentes, embora ainda não tenha contratos fechados, disse à Reuters o diretor executivo da Unigel, Luiz Felipe Fustaino.

"Podemos produzir parte da ureia usando amônia verde, com maior valor agregado, ser um fertilizante verde com menor pegada de carbono. Estamos analisando com clientes, já existe discussão concreta."

Já no cenário de venda direta a clientes, ele cita que siderúrgias e empresas de transportes têm se mostrado interessadas na amônia verde.

"Estamos dando esse passo, fazendo esse investimento já para o ano que vem com a certeza de que existe demanda para o produto", acrescentou.

O hidrogênio verde desponta como um importante combustível alternativo no processo de transição energética e combate às mudanças climáticas, já que tem potencial para reduzir a emissão de gases poluentes de diversos setores.

No projeto da Unigel, o processo de eletrólise para a produção do hidrogênio será realizado em equipamentos da alemã thyssenkrupp nucera, somando 60 megawatts (MW).

Já a energia renovável para produção do combustível virá de acordos com geradores de energia, sendo que alguns ainda estão em negociação.

Fustaino menciona que parte da energia necessária virá de uma parceria firmada com a Casa dos Ventos no ano passado. O contrato entre as empresas, avaliado em mais de 1 bilhão de reais, prevê fornecimento à Unigel de energia eólica que será gerada no projeto Babilônia Sul, com 360 MW de potência, na Bahia.

No futuro, a Unigel pretende expandir a planta em Camaçari, com o objetivo de quadruplicar a produção de hidrogênio e amônia verdes.

Segundo Fustaino, para a expansão do projeto, a companhia levará em conta o cronograma para novos fornecimentos de eletrolisadores. O investimento para a ampliação não foi divulgado.

NOVO ECOSSISTEMA

O hidrogênio verde se tornou foco de vários projetos de grandes empresas no Brasil nos últimos anos, principalmente em caráter de teste de suas possíveis aplicações na indústria, já que as tecnologias para produção, transporte e uso do combustível ainda não estão 100% consolidadas.

A maioria dos projetos tem sido desenvolvida em portos na costa brasileira, mirando um posicionamento estratégico para futura exportação do hidrogênio para outros mercados, sobretudo o europeu.

Entre as principais interessadas no combustível renovável, estão companhias de setores mais emissores de poluentes, como mineradoras, petroleiras e químicas. Nos últimos meses, a Fortescue Future Industries (FFI) assinou um pré-contrato para desenvolver uma usina em Pecém (CE) e a Shell fechou acordo para um projeto no Porto do Açu (RJ).

Já as elétricas também estudam como se posicionar na nova indústria, não só como supridoras de energia renovável, mas também como fornecedoras de soluções para comercialização do produto e até mesmo consumidoras do hidrogênio verde.

Um dos projeto mais avançados é o da EDP Brasil, que está erguendo uma planta para produção de hidrogênio verde a fim de substituir parte do consumo de combustível fóssil de sua termelétrica em Pecém (CE).

Em um primeiro momento, a EDP vai testar o uso do combustível renovável no arranque das turbinas da usina, e no futuro avaliará a viabilidade de se substituir a fonte da termelétrica, que hoje é movida a carvão.

Engie Brasil e AES também têm memorandos de entendimentos para estudos de hidrogênio verde no complexo portuário industrial de Pecém (CE).

Já a geradora CTG Brasil anunciou nesta segunda-feira a criação de um "hub" para soluções inovadoras de hidrogênio verde no Porto de Suape em parceria com o Senai e o governo de Pernambuco.

Outra alternativa na mira das elétricas é a exportação do combustível através de contratos conquistados em licitações globais, a exemplo do programa H2Global.

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