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Unidas prepara ofensiva no mercado de veículos pesados

·2 minuto de leitura

(Reuters) - A empresa de locação de veículos e terceirização de frotas Unidas contratou um executivo para liderar sua divisão de pesados, segmento no qual já tem uma operação de cerca de mil unidades entre máquinas e caminhões.

"Não é segredo para ninguém que temos uma operação em pesados, mas nos próximos trimestres passaremos a divulgar também de forma separada nosso desempenho no setor em que temos muita ambição", disse o diretor-presidente da Unidas, Luis Fernando Porto, durante teleconferência com analistas.

A ofensiva no setor acontece na esteira de resultados trimestrais recordes da Unidas em seus negócios principais de aluguel de carros, gestão de frotas e vendas de seminovos, em meio à crise de produção de veículos devido à falta de chips.

Segundo Porto, o atual desalinhamento entre oferta e demanda só deve ser equilibrado por volta do segundo trimestre de 2022. Até lá, o que se prevê é aumento de tarifas para terceirização de frotas e no aluguel a pessoas físicas, mercados que têm uma demanda reprimida forte, à medida que a atividade econômica segue se recuperando da crise provocada pela pandemia da Covid.

Para a companhia, disse o executivo, isso deve se traduzir em manutenção do ritmo de crescimento das receitas e manutenção ou aumento das margens nos próximos trimestres.

Com contratos de longo prazo com montadoras, a Unidas conseguiu receber 4,5 mil veículos recentemente, que estão sendo incorporados à operação, mas o cenário é tal que a empresa teria condições de receber outros 24 mil agora, acrescentou ele.

Com isso, a Unidas já tem praticado em julho tarifas de 7% a 10% maiores do que as registradas no segundo trimestre.

De acordo com Porto, além da forte demanda, outro fator que está impulsionando as tarifas é o aumento da taxa de juros. Para tentar conter a inflação, o Banco Central já elevou a Selic neste ano de 2% para 4,25% ao ano e a expectativa de economistas é de que chegue a 7% até dezembro.

"Estamos fazendo o possível para reduzir os nossos custos, mas o que não conseguirmos compensar com isso vamos ter que repassar", disse Porto. "Não vamos abrir mão da rentabilidade."

Até que oferta e demanda de veículos se equilibrem, a Unidas vai priorizar seus clientes de locação, o que deve fazer com que a idade média dos veículos a serem vendidos cresça, disse o executivo, prevendo que o mercado de seminovos só se estabilize num horizonte de dois a três anos no país.

Porto não comentou sobre o plano de fusão da Unidas com a Localiza, em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A proposta anunciada em setembro de 2020 criaria um grupo com valor de mercado de quase 50 bilhões de reais em valores da época e uma frota de 470 mil carros.

Às 15h15, a ação da Unidas tinha queda de 1% na B3, enquanto o Ibovespa subia 0,9%.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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