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União Europeia quer acabar com carros a combustão em 2035

·2 minuto de leitura

Após diversas montadoras se anteciparem e anunciarem o fim da fabricação de carros a combustão para a próxima década, chegou a vez de a União Europeia se posicionar e oficializar a data para que isso se torne uma norma no continente. Em reunião feita nesta quarta-feira (14), o parlamento europeu sugeriu que os carros a combustão deixem de ser vendidos a partir de 2035.

Por mais que seja uma data plausível para que as proibições sejam iniciadas a nível continental, o parlamento europeu sabe que muitos investimentos precisarão ser feitos para que os cidadãos participem dessa mudança. Dentro da proposta, está previsto que serão gastos cerca de 120 milhões de euros para a instalação de carregadores públicos e privados em todo a região até 2040. Até 2050, devem existir 16,3 milhões destes carregadores na Europa.

Além disso, existem propostas para garantir que as estradas também sejam bem servidas com os eletropostos. Uma das normas prevê que a cada 60 quilômetros exista um carregador disponível (ou mais) para veículos elétricos, já que há uma enorme preocupação com relação às viagens e longos deslocamentos na Europa, sobretudo para o turismo, pois é muito comum que cidadãos europeus e turistas de outros lugares viajem de carro pelos países.

O Renault Zoe foi o carro elétrico mais vendido da Europa em 2020 (Imagem: Divulgação/ Renault)
O Renault Zoe foi o carro elétrico mais vendido da Europa em 2020 (Imagem: Divulgação/ Renault)

Segundo a Reuters, a reunião também expôs outras metas relacionadas à emissão de gases e poluição. A comissão de assuntos climáticos da União Europeia quer reduzir as taxas de CO² no continente em 55% até 2030, ano este que está em conformidade com a maioria dos prazos e objetivos traçados por algumas montadoras da região, que devem interromper o desenvolvimento de carros movidos a gasolina e diesel em até 10 anos.

Todas as propostas ainda precisam ser votadas pelos membros do parlamento europeu e pelos países que formam o bloco, algo que deve levar, pelo menos, dois anos.

Montadoras se anteciparam

Algumas montadoras já se anteciparam e anunciaram que irão paralisar a fabricação e desenvolvimento de carros a combustão até mesmo antes desse prazo proposto pela União Europeia, casos de Fiat, Volkswagen, Audi e Hyundai.

Fonte: Canaltech

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