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União dos Policiais do Brasil ameaça paralisação e rompimento com o governo

RAQUEL LOPES
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com a sensação de que foram traídos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os integrantes da UPB (União dos Policiais do Brasil) ameaçam paralisação e rompimento com o atual governo. A UPB é formada por ao menos 24 instituições da área da segurança pública. As declarações foram dadas em entrevista coletiva nesta quarta-feira (10). A gota d'água para a crise seria o texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado. Ele teve apoio do Palácio do Planalto, inclusive, com o voto do senador Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da proposta, como revelou o jornal Folha de S.Paulo. Se aprovada, a PEC estipula um gatilho para congelamento de salário e proibição de progressão na carreira e novas contratações sempre que houver decretação de estado de calamidade ou quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcançar 95%. "A gente está falando em paralisação porque estamos na discussão se podemos ou não podemos fazer greve, mas não descartamos nem greve. O essencial sempre vai funcionar, estamos vendo como fazer o processo para que seja entendido pelo governo federal. Estamos extremamente insatisfeitos", disse Edvandir Paiva, presidente da ADPF (Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal). O conselho de diretores da ADPF, inclusive, enviou um ofício aos superintendentes regionais da Polícia Federal nesta quarta-feira (10). A intenção é que possam atuar como porta-vozes junto ao diretor-geral da Polícia Federal para levar a situação ao presidente Jair Bolsonaro. Eles afirmam que ainda há como reverter a situação. Para as entidades, o governo promete uma coisa publicamente e nos bastidores se articula de outra maneira. Eles alegam que já houve ao menos três traições desde o início do mandato, entre elas a Reforma da Previdência. Segundo Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), as entidades não são contra a PEC e o auxílio emergencial, mas pela forma que está sendo feita. Ele afirma que a segurança pública está na linha de frente contra a pandemia e não parou, devendo ser tratada de forma respeitosa pelo governo federal. "Nós seremos pela terceira vez alvo dessas medidas pensadas criadas pelo Ministério da Economia e aceitas pelo presidente. Nós, que apoiamos o presidente, estamos sendo alvos. Para os policiais que ainda não acordaram, acordem". Rafael Sampaio, presidente da ADPJ (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária), disse que os servidores da segurança pública estão sendo desprestigiados pelo atual governo. "Estamos sendo desprestigiados por um governo que se elegeu com a bandeira de segurança e com a valorização da segurança. Recentemente, foi publicado, por exemplo, os grupos de vacinação e os presos tiveram prioridade em detrimento dos policiais que possuem taxas altíssimas de contaminação".