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Uma vez mais: nuvem puxa os lucros da Microsoft para cima no último trimestre

Rui Maciel
·4 minuto de leitura

A Microsoft anunciou na noite da última terça-feira seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2021 (ou segundo trimestre do ano fiscal de 2021). E, como já vem acontecendo há algum tempo, a divisão de serviços na nuvem da empresa - a Azure - foi a principal responsável por impulsionar os lucros da companhia.

Em números gerais, a receita da empresa no período foi de US$ 43,1 bilhões, um aumento de 17% em relação ao mesmo tri do ano anterior. A receita operacional foi de US$ 17,9 bilhões (crescimento de 29%), com lucro líquido de US$ 15,5 bilhões (+33%) e lucro líquido diluído por ação de US$ 2,03, 34% maior em comparação ao quatro tri de 2019.

A Microsoft anunciou também que retornou US$ 10 bilhões aos acionistas na forma de recompra de ações e dividendos no segundo trimestre do ano fiscal de 2021. Isso representa um aumento de 18% em comparação com o segundo trimestre do ano fiscal de 2020.

“O que testemunhamos no ano passado foi o início de uma segunda onda de transformação digital que varreu todas as empresas e todos os setores”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft, em comunicado. “Construir sua própria capacidade digital é a nova moeda que impulsiona a resiliência e o crescimento de todas as organizações. A Microsoft está impulsionando essa mudança com a maior e mais abrangente plataforma de nuvem do mundo. ”

Onda de bons números na nuvem

Com a pandemia da COVID-19 ainda rodando pelo mundo, a obrigatoriedade da quarentena se fez necessária. O que significa o regime de home para muitas pessoas e empresas e, consequentemente, maior adoção de serviços na nuvem, o que beneficiou os números da Microsoft. Segundo a empresa, a receita em produtividade e processos de negócios foi de US$ 13,4 bilhões, um aumento de 13%, com os seguintes destaques de negócios:

A receita de produtos e serviços em nuvem do Office Commercial aumentou 11%, impulsionada pelo crescimento da receita comercial do Office 365 que foi de 21%. Já o Office focado aos consumidores registrou crescimento de 7%, com o número de assinantes da suíte de aplicativos saltando para 47,5 milhões.

A receita em nuvem inteligente, por sua vez, foi de US$ 14,6 bilhões, um aumento de 23% em relação ao quatro trimestre de 2019. Esses bons números se dão graças ao faturamento gerado por produtos de servidor e serviços de cloud, que registraram um crescimento de 26%, impulsionada pelo crescimento da receita do Azure que foi de 50%.

Tela com serviços Azure: divisão de cloud da Microsoft continua puxando a receita da empresa para cima (Foto: Divulgação / Microsoft)
Tela com serviços Azure: divisão de cloud da Microsoft continua puxando a receita da empresa para cima (Foto: Divulgação / Microsoft)

Já a receita de produtos da divisão Dynamics - também focada em nuvem - aumentou 21%, impulsionada pelo crescimento da receita do Dynamics 365, cujo crescimento foi de 39%.

Além disso, em tempos em que a pandemia ampliou os índices de desemprego, a rede social corporativa LinkedIn passou a ser mais usada. Logo, sua receita aumentou 23%.

“Acelerar a demanda por nossas ofertas diferenciadas levou a receita da nuvem comercial para US $ 16,7 bilhões, um aumento de 34% ano a ano”, disse Amy Hood, vice-presidente executiva e CFO da Microsoft. “Continuamos a nos beneficiar de nossos investimentos em áreas estratégicas de alto crescimento.”

Bons ventos também para a computação pessoal (e games)

Com o aumento do home office, muitos profissionais precisaram trocar seus computadores. Com isso, o mercado de PCs registrou seu primeiro crescimento em 10 anos, com cerca de 300 milhões de unidades enviadas às lojas no ano passado. E essa demanda beneficiou a Microsoft e seu Windows.

Com isso, a receita de OEM do Windows cresceu - de forma tímida, mas cresceu - em 1%. Mas o faturamento do segmento não profissional do sistema operacional apresentou números melhores: aumento de 24% no faturamento. Além disso, a receita de produtos comerciais e serviços em nuvem do Windows também registrou um acréscimo de 10%.

A divisão do Xbox também não teve do reclamar no último trimestre. Sua receita de conteúdo e serviços aumentou 40%. E graças ao lançamento dos Xbox Sries X e Series S, a Microsoft afirmou que seu faturamento com hardware cresceu 86%. De forma geral, a receita no setor de Games da empresa registrou crescimento de 51%, com US$ 5 bilhões em receita.

Por fim, até mesmo a divisão Surface registrou crescimento. Sua receita com a venda de modelos como o Surface Pro X e o Surface Laptop Go - lançados esse trimestre - aumentou em 3%, registrando fatuamento recorde, de US$ 2 bilhões - a demanda por novos PCs gerada pela pandemia ajudou a impulsionar esses números.

Fonte: Canaltech

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