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'Uma bolada para calar minha boca': mulher de vice-governador do MT relata oferta de dinheiro para negar agressões

·2 minuto de leitura

RIO - A advogada Viviane Cristina Kawamoto Pivetta, mulher do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou ter recebido uma oferta em dinheiro para desistir da denúncia de agressão feita contra o marido. O político foi indiciado por lesão corporal contra a mulher, cometida em Itapema, no litoral catarinense. Ele nega o crime.

As agressões relatadas por Viviane teriam ocorrido em 7 de julho. O casal, no entanto, tentou reatar a relação. Mas, de acordo com a mulher, essa possibilidade foi colocada de lado após a interferência de terceiros.

- Eu fui no escritório dele, nós conversamos, ele me pediu perdão, me pediu desculpas e pediu para voltarmos. Eu aceitei por amor - disse Viviane, em entrevista à Gazeta Digital, de Cuiabá.

O diálogo aconteceu no escritório de Pivetta, na presença do advogado Pascoal Santullo, segundo Viviane. Ela afirma que uma ligação da secretária de Estado de Comunicação, Laíce Souza, a fez desistir da reconciliação.

- Ela [Laíce] ligou e não sabia que o Pascoal Santullo tinha colocado no viva voz. Então ela disse para o Pascoal se eles [Pivetta e Santullo] estavam abertos a soltar 'uma bolada' para calar a minha boca e eu assumir tudo. Para calar a boca dessa mulherzinha - afirmou Viviane.

Depois de ouvir essa mensagem, Viviane desistiu da reconciliação.

- Eu não me vendo. Eu prefiro ficar com a minha dignidade. Eu tenho filhos, eu falo 3 idiomas, sou advogada, não fico atrás de dinheiro - afirmou.

A advogada relata ainda uma segunda tentativa de proposta em dinheiro. Ela teria ocorrido nesta terça-feira por parte de um outro advogado, Rodrigo Cyrineu.

- Ele falou para o outro advogado que estava cuidando disso pra gente. Ele disse: será que por um valor ela aliviaria as coisas pra nós? Foi dessa forma. E isso tem me deixado revoltada - disse.

A secretária de Comunicação, Laíce Souza, não foi localizada pela reportagem. O advogado Rodrigo Cyrineu nega que tenha tratado de dinheiro com Viviane.

Agressão

A agressão teria ocorrido no dia 7 de julho, quando o casal estava na casa de Pivetta em Itapema, no litoral de Santa Catarina. Na ocasião, Viviane acionou a polícia duas vezes: na primeira desligou em falar nada e, na segunda, disse que havia sido agredida pelo marido. Agentes foram à residência e levaram o casal para uma delegacia.

Aos policiais, Pivetta negou a agressão e alegou que a mulher havia se machucado ao tentar morder uma de suas mãos. Ele pagou uma fiança de R$ 6,6 mil e deixou a delegacia na madrugada do dia seguinte.

Um laudo do Corpo de Bombeiros de Itapema, divulgado nesta segunda-feira, comprovou a agressão. O documento aponta escoriações e hematomas na testa, nos braços e nas coxas de Viviane.

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