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Um tardígrado foi emaranhado com bits quânticos? Essa equipe diz que sim

·3 min de leitura

Um qubit de supercondutor e um tardígrado teriam sido emaranhados, de acordo com um novo estudo. Os ursos d'água, como também são conhecidos, foram colocados em sua forma “indestrutível” ao lado de um circuito de computador quântico — e a comunidade cientifica não sabe se deve levar o artigo a sério.

Tardígrados são conhecidos como os seres mais resilientes do planeta, porque podem sobreviver a praticamente qualquer condição, desde que estejam em sua forma desidratada, chamada “tonel”. Eles sobrevivem após ficarem presos no gelo, ou mesmo sem água, por décadas.

Esses bichinhos despertam tanto a curiosidade dos cientistas que já foram enviados ao espaço, onde ficaram expostos ao vácuo e a altos níveis de radiação. Recentemente, foram enviados à Lua em uma espaçonave israelense, que infelizmente caiu na superfície lunar — claro, eles devem ter sobrevivido, mas talvez sem poderem sair da forma de tonel.

Emaranhamento quântico

Tardígrado visto por um microscópio (Foto: Hecker/SauerPicture Alliance)
Tardígrado visto por um microscópio (Foto: Hecker/SauerPicture Alliance)

O estudo afirma que um tardígrado foi submetido a um emaranhamento (ou entrelaçamento) quântico — um fenômeno em que uma ou mais partículas são ligadas de tal forma que compartilham características fundamentais, mesmo que separadas por bilhões de anos-luz. Assim, o que acontece em uma partícula é refletido na outra.

Para citar um exemplo, um spin (propriedade relacionada à rotação) no sentido horário da primeira partícula será equivalente a um spin no sentido anti-horário da segunda, caso elas estejam emaranhadas. Com a combinação de ambos valores de spin, o resultado seria zero.

O entrelaçamento quântico não depende de viagem através do espaço, pois a “comunicação” entre as partículas é instantânea. Os cientistas ainda não sabem exatamente como essa transmissão de informação é feita — se por um campo ou força ainda desconhecidos — mas o canal recebe o apelido de teletransporte quântico.

Entrelaçamento com seres vivos?

Tardígrados também são conhecidos como ursos d'água (Imagem: Reprodução/NPS/Diane Nelson)
Tardígrados também são conhecidos como ursos d'água (Imagem: Reprodução/NPS/Diane Nelson)

Cientistas já sabem como “emaranhar” partículas, algo útil para computadores quânticos. Em 2018, por exemplo, uma equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC) conseguiu entrelaçar 18 qubits (uma unidade de informação quântica) em seis fótons.

Mas ninguém esperava que uma equipe tentasse fazer isso com seres vivos, que são muito mais que um punhado de partículas fundamentais. Mesmo os microscópicos tardígrados são compostos por moléculas completas, o que tornaria a tarefa muito difícil.

Os autores do novo artigo, publicado em pré-impressão no arXiv e aguardando revisão de pares, alegam que levaram um tardígrado da espécie Ramazzottius varieornatus, e o colocou no estado desidratado. Eles então o resfriaram para perto do zero absoluto e o colocaram sob pressão extremamente baixa, de 0,000006 milibares.

Em seguida, a equipe realizou experimentos para emaranhar o bichinho com dois qubits de supercondutores, e alegaram terem observado o acoplamento. Após cerca de 420 horas de experimentos, eles esquentaram o tardígrado e ele seguiu seu caminho, como se nada tivesse acontecido.

Reação dos cientistas

Tardígrados resistem às mais adversas condições (Imagem: Reprodução/Holly Sullivan/NJIT/Harvard)
Tardígrados resistem às mais adversas condições (Imagem: Reprodução/Holly Sullivan/NJIT/Harvard)

Alguns cientistas já emitiram algumas opiniões sobre o assunto. Entre eles, está o físico Ben Brubaker; ele explicou que “um qubit é um circuito elétrico e colocar o tardígrado ao lado dele o afeta por meio das leis do eletromagnetismo que conhecemos há mais de 150 anos. Colocar um grão de poeira próximo ao qubit teria um efeito semelhante”.

Outros questionam até que ponto essa pesquisa pode ser levada a sério, ou ainda se os pesquisadores sabiam que o artigo ganharia tanta repercussão. Tara Roberson, pesquisadora do Centro de Excelência do Conselho de Pesquisa Australiano para Sistemas Quânticos de Engenharia, disse que dezembro não é uma boa época para publicação de artigos sérios.

De acordo com Roberson, "se você deseja que algo complexo e denso — academicamente intenso — seja lido, não o publique em dezembro. Mas se você estiver enviando algo um pouco bobo [...] então agora é certamente o tempo”. Sem levar o estudo a sério, ela completou, dizendo que “certamente a ideia de um tardígrado emaranhado me fez rir”.

Fonte: Canaltech

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