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Um radiotelescópio no lado afastado da Lua poderia descobrir muitos exoplanetas

·3 minuto de leitura

Observar o universo a partir da Terra tem algumas vantagens, como a viabilidade em construir um grande radiotelescópio. No entanto, justamente por estar na superfície do planeta, parte dos sinais que estes observatórios recebem lá de fora sofre interferência da atmosfera terrestre, e para alguns comprimentos de onda, como os sinais de rádio, até mesmo nos lugares mais remotos e de céu limpo, a camada atmosférica pode absorver ou espalhar esses sinais. Pensando em superar este desafio, astrônomos propõem a construção de um radiotelescópio no lado mais distante da Lua — pode parecer um exagero, mas os benefícios são muitos.

Além de o lado mais distante da Lua estar protegido do grande volume de sinais de rádio que a Terra emite, o nosso satélite natural não possui uma atmosfera. Um radiotelescópio construído em alguma cratera lunar, seria o instrumento deste tipo mais sensível já construído. Tão sensível que seria capaz de descobrir os sinais de exoplanetas. Vale lembrar que a NASA tem avaliado qual o melhor projeto para tornar este tipo de observação possível.

Representação artística do Lunar Crater Radio Telescope (LCRT), um dos projetos selecionados pela NASA (Imagem: Reprodução/Saptarshi Bandyopadhyay)?
Representação artística do Lunar Crater Radio Telescope (LCRT), um dos projetos selecionados pela NASA (Imagem: Reprodução/Saptarshi Bandyopadhyay)?

Boa parte do nosso conhecimento sobre exoplanetas vem das observações feitas pela luz visível, normalmente quando um planeta passa em frente a sua estrela hospedeira — a partir da nossa perspectiva —, o chamado método do trânsito. Também é possível observar estes mundos alienígenas de maneira direta, através do comprimento de luz infravermelha. Em alguns casos, grandes planetas gasosos ou anãs marrons também podem emitir sinais de rádio produzidos por seu forte campo magnético e intensa aurora, forte o suficiente para observarmos daqui.

No entanto, mundos distantes com o tamanho da Terra podem não ser brilhantes o suficiente nas ondas de rádio para serem vistos de observatórios localizados na superfície terrestre, mas um radiotelescópio no lado mais afastado da Lua poderia superar essa barreira. Em um novo estudo publicado na Astrophysical Journal, cientistas simularam os efeitos de uma magnetosfera de um exoplaneta a partir dos comprimentos de rádio que ele emite, especificamente pela aurora provocada por períodos de grande atividade de sua estrela hospedeira.

Na ilustração, as manchas coloridas são as intensas emissões, a maioria vinda do lado noturno do exoplaneta (Imagem: Reprodução/Anthony Sciola/Rice University)
Na ilustração, as manchas coloridas são as intensas emissões, a maioria vinda do lado noturno do exoplaneta (Imagem: Reprodução/Anthony Sciola/Rice University)

A partir da simulação, a equipe descobriu que as auroras de luz visível tendem a se concentrar em seus polos magnéticos, enquanto as auroras de rádio ocorrem distantes dos polos, de maneira mais espalhada pelo exoplaneta. Aqui da Terra, fica difícil observar essas faixas de rádio, porque a atmosfera bloqueia qualquer sinal vindo de um planeta com tamanho do nosso. Um radiotelescópio lunar, segundo o estudo, seria capaz de capturar a aurora de mundos distantes a partir dos sinais de rádio — mesmo em lados escuros.

Simulações como esta são fundamentais para entender a força e estabilidade da magnetosfera de um planeta, especialmente aqueles que orbitam suas estrelas hospedeiras na chamada zona habitável (onde a água pode ser encontrada em seu estado líquido). Graças ao campo magnético da Terra, sua rica atmosfera é protegida. Os cientistas acreditam que ao estudar a magnetosfera de exoplanetas, é possível compreender se ele tem uma atmosfera rica como a nossa.

De qualquer maneira, se a NASA realmente conseguir montar um radiotelescópio no lado mais distante da Lua nos próximos anos, poderemos observar o brilho de uma aurora em um mundo distante e de tamanho parecido com o da Terra. O estudo foi publicado em 15 de junho deste ano, no periódico científico Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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