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Um mês será suficiente para futuras missões tripuladas em Marte?

Enquanto a NASA avalia a possibilidade de a primeira missão tripulada a Marte durar 30 dias terrestres, cientistas e engenheiros estão investigando as melhores formas de aproveitar um mês no planeta. Pensando nas possibilidades na superfície de nosso vizinho, a agência espacial norte-americana realizou, no mês passado, um workshop para a discussão de objetivos científicos prioritários para expedições tripuladas por lá.

O workshop reuniu profissionais da ciência e engenharia para a discussão dos objetivos para missões futuras em Marte. “Unimos comunidades para discutir como otimizar o retorno científico em uma missão de menor duração”, explicou Michelle Rucker, líder do grupo Mars Integration Group, que está desenvolvendo conceitos de missões espaciais tripuladas para lá.

Ao que tudo indica, o evento permitiu a identificação de algumas categorias de trabalho científico baseado em missões tripuladas na superfície do planeta. "Minha impressão do workshop é que, embora a duração de 30 dias traga restrições grandes para operações científicas, se usarmos instalações robóticas previamente preparadas poderemos potencialmente reduzir riscos", propôs Paul Niles, cientista planetário do Johnson Space Center.

O evento foi focado nos objetivos científicos de mais alta prioridade em Marte (Imagem: Reprodução/NASA)
O evento foi focado nos objetivos científicos de mais alta prioridade em Marte (Imagem: Reprodução/NASA)

Mas, antes de pensar nas atividades em solo marciano, é preciso considerar a jornada até Marte: para Rucker, missões tripuladas na superfície poderiam durar dois anos ou mais em função da distância até nosso vizinho. "Nunca colocamos ninguém no espaço por dois anos; essa é uma sutileza que as pessoas não percebem, porque elas veem hoje os voos espaciais tripulados como algo da rotina", explicou ela.

Assim, ela e seus colegas passaram os últimos anos investigando formas de levar e trazer humanos de Marte o mais rápido possível, sem deixar de lado o trabalho científico substancial na superfície. “Teremos cargas pré-implantadas na superfície, para haver algumas oportunidades robóticas para quando a tripulação chegar para preparar o equipamento”, disse. “E, assim que forem embora, presumimos, teremos várias instalações que podemos deixar para trás”.

A estadia em Marte

É possível que os astronautas possam realizar atividades científicas em Marte sem a necessidade de operar equipamentos. Além disso, mesmo que eles passem a maior parte do tempo trabalhando para se manterem vivos e saudáveis, os futuros exploradores poderiam se envolver em diferentes atividades científicas. “Ainda há muito trabalho pela frente para entendermos melhor se os tipos de missões que discutimos são viáveis”, observou Niles.

Durante a estadia, os futuros exploradores vão precisar se adaptar à gravidade de Marte (Imagem: Reprodução/NASA)
Durante a estadia, os futuros exploradores vão precisar se adaptar à gravidade de Marte (Imagem: Reprodução/NASA)

Além da preocupação com as tarefas, os especialistas ressaltaram também que os tripulantes não vão trabalhar absolutamente todos os dias da semana; afinal, eles vão precisar se adaptar à gravidade marciana (a gravidade de Marte é equivalente a cerca de 40% da terrestre), vão comer, dormir, conversar com médicos e até escutar um pouco de música para relaxar ao fim do dia. “O importante é ‘botar o pé na água’ e começar a explorar ou esperar até tudo estar perfeito?”, perguntou Rucker.

Embora ainda haja várias perguntas sem resposta, o engenheiro Stephen Hoffman acredita que o workshop foi um passo importante à frente para a definição de um consenso de que não é possível simplesmente “ir a Marte, plantar uma bandeira, tirar uma foto e voltar para casa”, como descreveu. Para ele, ainda é preciso investir no que será exigido das primeiras tripulações que pousarem em Marte em preparação para estadias muito mais longas no planeta.

Fonte: Canaltech

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