Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.800,79
    -3.874,54 (-3,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.868,32
    -766,28 (-1,48%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,81
    +0,19 (+0,26%)
     
  • OURO

    1.816,90
    -18,90 (-1,03%)
     
  • BTC-USD

    41.853,79
    +1.776,99 (+4,43%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,03
    +5,13 (+0,54%)
     
  • S&P500

    4.395,26
    -23,89 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    34.935,47
    -149,06 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.032,30
    -46,12 (-0,65%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,29 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,83 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.966,50
    -71,25 (-0,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1880
    +0,1475 (+2,44%)
     

A um mês da Olimpíada, COI garante 80% de atletas vacinados, mas não segurança total; Brasil terá 95% de imunizados

·4 minuto de leitura

Pouco se sabe sobre a Cerimônia de Abertura dos Jogos de Tóquio, daqui a exatamente um mês. Mas é seguro afirmar que ela só acontecerá em razão da corrida por vacinas promovida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelos comitês olímpicos nacionais nos últimos meses.

O COI, que até hoje sustenta a não obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19, trabalhou nos bastidores para ampliar a proteção aos envolvidos no evento — de atletas e suas comissões técnicas a voluntários, profissionais da imprensa e outros funcionários. Assim, a entidade estima que de 70% a 80% da “Família Olímpica” estará protegida até o próximo dia 23.

Essa projeção do COI, porém, não representa uma imunização uniforme entre as delegações. Pelo contrário, reflete as disparidades das nações na busca por vacinas. Enquanto algumas garantem que chegarão a Tóquio com todo o seu grupo protegido — casos de Alemanha, Grã-Bretanha e Itália —, outras puxam o índice para baixo.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não alcançará os 100% de imunização, mas ficará confortavelmente acima da média estimada pelo COI. Até o momento, quase 90% da delegação já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina. Mas a perspectiva é que a imunização completa (com duas doses) seja uma realidade para até 95% do grupo. Nessa conta, estão aproximadamente 400 atletas, entre titulares, reservas e sparrings de treinos. Modalidades como boxe, ciclismo BMX e canoagem velocidade já estão totalmente vacinadas.

Logística global

A forma como cada nação se movimentou na corrida por vacinas variou de acordo com a realidade local. O comitê da Grã-Bretanha confirmou ao GLOBO que usou as doses doadas pelo COI, depois de incluir os atletas no grupo prioritário. Austrália, Canadá, Estados Unidos e Israel foram outros países que permitiram aos esportistas furar a fila. Já a Alemanha esperou que o Estado garantisse imunizantes para toda a população antes de obter o aval do Ministério do Interior para aplicá-los nos atletas.

Houve ainda comitês que consideraram a dinâmica do COI lenta e optaram por imunizantes de seus estoques nacionais, como Brasil e África do Sul. Em ambos os países, as doses doadas pelo COI, das farmacêuticas Sinovac e Pfizer, compensarão o desfalque. Aqui, de forma dupla: cada vacina aplicada num membro do Time Brasil representará duas à disposição da população.

Além da imunização no Brasil, inciada em meados de maio, o COB trabalha para garantir as doses a atletas no exterior. Os chefes de equipe de cada modalidade mapeiam as necessidades de sua confederação para que o comitê, então, monte a logística mais adequada em articulação com o COI e os comitês nacionais locais.

— Cada lugar tem suas regras e seu calendário. Respeitamos isso. Quando o atleta é residente do país, é mais fácil, porque faz parte do programa de imunização local — explica Sebastian Pereira, gerente executivo de alto rendimento do COB.

Dessa forma, brasileiros já foram vacinados em países como Dinamarca, Estados Unidos, França, Hungria, Polônia, entre outros.

Em alguns casos, houve arranjos para garantir a imunização. A seleção de handebol, por exemplo, estava em Portugal para treinamentos e viajou à Espanha, onde há maior flexibilização, a fim de ser vacinada.

Nem todos os países, porém, possuem os recursos para colocar em prática essa dispendiosa logística. Para reduzir as discrepâncias, o COI capitaneou uma série de medidas, dentre as quais destaca-se a instalação de postos de vacinação em Doha, no Qatar, e em Kigali, capital de Ruanda, com o objetivo de imunizar não apenas os atletas locais, mas também de países vizinhos.

A entidade não informou ao GLOBO quantas pessoas e de quais países foram vacinadas nesses locais. Citou apenas que a delegação de refugiados treinaria no Qatar antes de chegar ao Japão, e que os Comitês Olímpicos Nacionais que tivessem dificuldade no deslocamento poderiam receber apoio financeiro do programa Solidariedade Olímpica.

Situação adversa

Apesar dos avanços entre as delegações, o cenário não é dos mais favoráveis na sede dos Jogos. Até o momento, o Japão vacinou apenas 7,7% de sua população com duas doses — 18,3% receberam pelo menos uma —, e os números de casos e mortes diários estão em ascensão. A própria delegação japonesa começou a se vacinar apenas no dia 1º deste mês.

A expectativa do governo é que o ritmo cresça após o novo acordo com a Pfizer direcionar mais 40 mil doses aos envolvidos nos Jogos no Japão. Mesmo assim, a projeção de 80% de imunizados é insuficiente para pensar em proteção coletiva.

— Quando se fala nesse conceito, pensa-se numa comunidade. Mas os atletas não ficarão ilhados. Não dá para confiar apenas em vacina, vai depender de outros cuidados de distanciamento — diz Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ciente disso, o COB estabeleceu protocolos que vão além das determinações do COI e que serão apresentados aos atletas em evento virtual hoje. Entre as recomendações, está a sugestão de dois testes extras de PCR (além dos dois obrigatórios) nos dez dias anteriores ao embarque para Tóquio.

— Teremos que seguir as regras gerais, mas também temos as nossas internas de distanciamento e segurança — conta Pereira. — E os nossos protocolos serão permanentes durante os Jogos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos